SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Polícia Civil prendeu 13 pessoas durante uma operação no Recife (PE) que desarticulou um esquema de fraudes milionárias com vítimas em diferentes estados do país. A organização atuava em um escritório na Avenida Agamenon Magalhães, área central da capital pernambucana.

A quadrilha mantinha uma estrutura que simulava uma empresa do mercado financeiro. Segundo a investigação, os falsos investimentos envolviam criptomoedas, bolsa de valores, apostas esportivas e outras modalidades.

O escritório funcionava como uma verdadeira “central de golpes”, de acordo com a polícia. No local, os agentes apreenderam um quadro de metas para valores obtidos nas fraudes, além de materiais encontrados em um ambiente com isolamento acústico, semelhante a um call center. A ação integra a Operação de Repressão Qualificada Mirage, deflagrada em 15 de julho.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava “técnicas sofisticadas de engenharia social” para convencer as vítimas a fazer supostos investimentos. Em alguns casos, elas conseguiam realizar pequenos saques, apresentados como lucros, mas que, na realidade, eram devoluções do próprio dinheiro investido.

A falsa empresa também possuía um aplicativo próprio e outras ferramentas para transmitir credibilidade aos clientes. Apesar da aparência de legalidade, não havia registro de CNPJ. Ao todo, foram apreendidos cerca de 50 vestígios digitais, que serão submetidos à perícia.

Ainda de acordo com os investigadores, a empresa acumula dezenas de boletins de ocorrência registrados em diferentes estados. Os relatos apontam um mesmo padrão de atuação, reforçando a suspeita de um esquema criminoso organizado.

Também foram apreendidos passagens aéreas e comprovantes de reservas de hospedagem que, segundo a polícia, indicam o planejamento da transferência da base operacional da organização para o México. As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e possíveis ramificações do esquema.