SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde incorporou ao SUS (Sistema Único de Saúde) a edaravona para tratamento de pacientes adultos com ELA (esclerose lateral amiotrófica) em estágios iniciais. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

Segundo o texto, o medicamento poderá ser usado por pacientes com a doença em graus 1 ou 2, e com tempo de duração da doença igual ou inferior a dois anos.

A doença afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva, acarretando paralisia motora irreversível.

A portaria determina que as áreas técnicas do ministério têm prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do medicamento na rede pública, conforme o art. 25 do Decreto nº 7.646, de 2011.

O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) sobre a tecnologia está disponível no site do órgão.

A ELA ocorre quando os neurônios dos pacientes acometidos pela doença se desgastam ou morrem e já não conseguem mais mandar mensagens aos músculos.

Isso gera a curto e médio prazo enfraquecimento dos músculos, contrações involuntárias e incapacidade de mover os braços, as pernas e o corpo.

A ELA geralmente começa com espasmos musculares e fraqueza em um braço ou perna, dificuldade para engolir ou fala arrastada, mas à medida que progride, afeta profundamente a capacidade de se mover, falar e até respirar.

A morte, em geral, ocorre entre três e cinco anos após o diagnóstico. Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos.