SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O músico Badauí resolveu transformar anos de ativismo em negócio. O vocalista do CPM 22 entrou para o mercado de cannabis ao lançar uma linha de produtos medicinais assinada por ele em parceria com a marca americana Redwood Reserves.
No exterior, Snoop Dogg, Wiz Khalifa, Mike Tyson e Jay-Z estão entre as celebridades que emprestaram seus nomes -e, em alguns casos, viraram sócios- de empresas do setor.
No Brasil, Marcelo D2 abriu caminho ao lançar a “Universo D2” em 2022. Agora, Badauí entra nesse mercado com dois produtos: um chiclete de THC de 25 mg e o Buzz Drops, fórmula líquida de Delta-9 com nanotecnologia que facilita a absorção do princípio ativo.
Paciente de cannabis medicinal, ele contou à reportagem que seu ativismo pela legalização da maconha veio, primeiro, por uma motivação social, mas depois de muito estudo, ele encontrou outro grande motivo para a regulamentação da planta.
Segundo o cantor, os produtos seguem a legislação americana e, no Brasil, só podem ser adquiridos mediante prescrição médica e importação autorizada pela Anvisa. Como contém THC, substância com efeito psicoativo, ele reforça que o uso deve ser acompanhado por um profissional de saúde.
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PERGUNTA – Você já luta pela causa da cannabis há muito tempo como paciente e ativista. Como tem sido a sensação de sair apenas da defesa da planta para, de fato, empreender no setor?
BADAUÍ – É uma consequência por eu estar nessa luta há bastante tempo, sendo uma pessoa pública. Há muitos anos, a minha luta é pela regulamentação total da planta, com a liberação do cultivo caseiro.
P – Qual a sua motivação?
B – A minha maior motivação quando comecei a defender a legalização sempre foi por uma questão social e suas injustiças, muito antes da explosão de estudos para o uso medicinal da planta. A partir daí, com mais conhecimento sobre seus benefícios, encontramos outro grande motivo para a regulamentação, e isso vem acontecendo de forma natural, como ocorreu em outros países. Depois de quatro anos usando os produtos da Brasil USA Hemp, a gente teve a ideia dessa parceria.
P – Quais desafios você enfrentou para conseguir comercializar os produtos no Brasil de forma legal?
B – Os produtos desenvolvidos nessa parceria seguem integralmente a legislação dos Estados Unidos, país onde foram lançados e onde está sediada a Redwood Reserves. No Brasil, o acesso a esses produtos acontece exclusivamente por meio de prescrição médica, quando o profissional de saúde avalia que o tratamento é adequado para o paciente. Nesses casos, a importação pode ser realizada de forma legal, seguindo os critérios da Anvisa.
P – Os chicletes gominhas de THC e os Buzz Drops são produtos estritamente medicinais ou podem ser usados de forma recreativa?
B – O acesso a produtos que contenham THC ocorre exclusivamente dentro de um contexto médico, mediante avaliação e prescrição de um profissional de saúde habilitado. Por isso, falamos sempre em uso terapêutico, direcionado às necessidades específicas de cada paciente e sempre de acordo com a regulamentação vigente.
O THC é um canabinóide amplamente estudado e pode contribuir para o tratamento de diversas condições clínicas, incluindo dor crônica, insônia, náuseas, entre outras, associadas a determinados tratamentos e outras situações em que o médico entenda que pode melhorar as condições do paciente.
Por possuir propriedades psicoativas, é fundamental que sua utilização aconteça sob acompanhamento médico, com orientação adequada sobre dose, forma de uso e monitoramento dos efeitos.
P – Qual é o diferencial da fórmula líquida de Delta-9 dos Buzz Drops?
B – O Buzz Drops possui, na sua formulação, a nanotecnologia, que permite com que o produto seja facilmente misturado a bebidas, como água ou sucos, facilitando a utilização dentro da orientação médica, além de promover uma absorção mais rápida no organismo, comparado a formulações convencionais.




