Da Redação
A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e decidiu por sua demissão da corporação em razão de abandono de cargo. A medida foi tomada após a apuração de faltas consecutivas sem justificativa ao posto de escrivão da PF.
O procedimento teve início no começo de 2026, depois que Eduardo perdeu o mandato parlamentar e foi convocado a reassumir suas funções na Polícia Federal. No entanto, ele não retornou ao trabalho e permaneceu nos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro de 2025. A ausência motivou a abertura do processo disciplinar, conforme prevê a legislação aplicada aos servidores públicos federais.
Com a conclusão do PAD, a decisão da Polícia Federal passa agora pela etapa final de formalização. O ato depende apenas da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para ser publicado oficialmente no Diário Oficial da União. Segundo informações divulgadas, a análise da pasta se restringe aos aspectos formais do procedimento, sem reavaliar o mérito da decisão tomada pela corporação.
Eduardo Bolsonaro exercia o cargo de escrivão da Polícia Federal desde 2010 e estava licenciado da função enquanto cumpria mandato como deputado federal. Após a perda do mandato, a corporação determinou seu retorno às atividades, mas o ex-parlamentar não se reapresentou, acumulando faltas consideradas injustificadas pela administração pública.
Durante a tramitação do processo, a Polícia Federal chegou a conceder prazo para que Eduardo apresentasse defesa. Como ele estava fora do país, a notificação foi realizada por edital publicado no Diário Oficial da União.
A conclusão do PAD representa o encerramento da fase administrativa dentro da Polícia Federal. Com a publicação da demissão pelo Ministério da Justiça, Eduardo Bolsonaro deixará oficialmente de integrar os quadros da corporação.







