SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A nove meses do roubo do Louvre, a Galeria Apollo será reaberta ao público nesta quarta-feira (22), sem as joias da Coroa Francesa que ficavam expostas no espaço.

O espaço voltará à sua função original como galeria cerimonial, dedicada à arquitetura e à decoração do século 17. Os visitantes poderão ver os tetos pintados por Charles Le Brun, artista de Luís 14, que serviram de inspiração para a Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes.

As vitrines que abrigavam tiaras, colares, brincos e broches históricos foram retiradas. Segundo o presidente do Louvre, Christophe Leribault, as joias remanescentes serão transferidas para uma nova sala-cofre, sem janelas, em outra área do museu. O projeto ainda depende da definição de um espaço e da obtenção de recursos.

A Galeria Apollo estava fechada desde 19 de outubro de 2025, quando quatro criminosos invadiram o museu usando uma plataforma acoplada a um caminhão para alcançar uma janela e furtaram, em menos de oito minutos, joias avaliadas em EUR 88 milhões. Das nove peças levadas, apenas a coroa da imperatriz Eugénia foi recuperada, abandonada nas proximidades do museu durante a fuga.