SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Agência Executiva Europeia de Educação e Cultura (Eacea), que gere fundos da União Europeia (UE) para projetos de educação e cultura, cumpriu a sua ameaça feita em abril e cortou EUR2 milhões, cerca de R$ 10,8 milhões, voltados à Bienal de Veneza, graças à participação da Rússia na mostra em cartaz até novembro.
Segundo um representante da Comissão Europeia, o corte aconteceu após “uma avaliação jurídica e recomendação feita pela Eacea”.
“Eventos culturais financiados com o dinheiro dos contribuintes europeus devem salvaguardar os valores democráticos e promover o diálogo aberto, a diversidade e a liberdade de expressão, valores que não são respeitados na Rússia atual”, adicionou o porta-voz.
A presença do pavilhão russo na 61ª edição do evento tem sido alvo de polêmicas desde o início do ano, quando Moscou confirmou a primeira participação do país desde 2020 -a Rússia não participou das edições de 2022, quando invadiu a Ucrânia e iniciou a guerra entre os países, e de 2024.
Recentemente, o Kremlin, complexo fortificado e residência oficial do presidente russo, Vladimir Putin, expressou “gratidão” à Bienal de Veneza por manter a colaboração com o país e permitir a abertura do pavilhão russo, apesar da pressão da UE.
“A organização da Bienal na Itália está livre da mentalidade fechada que atualmente domina a Europa”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.



