SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo federal recebeu propostas de Arteris, Motiva (ex-CCR) e EPR para o leilão da rodovia Régis Bittencourt (BR-116/PR/SP), segundo uma pessoa envolvida no certame.

O leilão está marcado para a próxima quinta-feira (23), na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

Procuradas pela reportagem, Arteris, Motiva e EPR não responderam sobre o assunto até a publicação deste texto.

A concessão conecta Curitiba à capital paulista, em um trecho que corta 16 municípios e é rota essencial para o transporte de cargas e para o escoamento da produção agrícola e industrial das regiões Sul e Sudeste, incluindo grãos, produtos manufaturados e cargas gerais.

Com mais de 383 km de extensão, o projeto tem Capex (investimentos em obras) de R$ 7,07 bilhões e Opex (custos de operação) de R$ 4,06 bilhões.

A concessão faz parte dos contratos estressados, projetos antigos que fracassaram e tiveram de passar por repactuação.

Atualmente, a Régis Bittencourt é administrada pela Arteris, com um contrato firmado em fevereiro de 2008. A concessão teria, a princípio, uma duração de 25 anos. A estrada enfrenta problemas, principalmente em período chuvoso, devido à falta de investimentos.

O modelo de “leilão simplificado” (otimização) adotado pela gestão Lula prevê a oferta ao mercado de um contrato de concessão previamente acertado com uma companhia –neste caso, a Arteris. No entanto, se outra proponente oferecer um desconto maior sobre a tarifa, ou seja, uma proposta melhor, esse contrato pode trocar de dono.

Os interessados vão dar lances de deságio em relação à tarifa de pedágio.

Segundo a Arteris, o tráfego médio diário na rodovia supera os 29 mil veículos e é composto por uma movimentação expressiva de ônibus e caminhões, que representam cerca de 80% do volume total da estrada.