SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, disse que continuará no comando da seleção pelo menos até o fim de seu contrato, que termina em dezembro deste ano. A declaração acontece após o vice-campeonato da Copa do Mundo, vencida pela Espanha, no domingo (19).

O QUE ACONTECEU

O treinador voltou a dizer que seguirá na seleção até o fim do ano. Nesta terça-feira (21), em conversa com jornalistas na saída da sede da AFA (Associação do Futebol Argentino), ele garantiu que estará no comando da Argentina na Super Data Fifa, em setembro.

“Até dezembro, como digo, estamos aqui. Acho que, de verdade, o mais importante de tudo isso é a forma como as coisas aconteceram, como as pessoas souberam entender que a equipe deu tudo. Depois, o que acontecer mais para a frente… O mais importante é a Argentina, a Seleção. Quem estiver no comando, seja eu ou não, o mais importante é esta união, esta conexão”, disse o treinador.

O técnico também agradeceu à recepção do povo argentino na chegada ao país. “Faz bem para nós saber que não ganhamos e que, na derrota, também somos nobres. Ontem, quando estávamos no ônibus, ver aquelas crianças de 8, 9, 10 anos que estavam felizes, mesmo sem termos vencido, é algo maravilhoso, de verdade”, disse.

Scaloni assumiu a seleção com a saída de Jorge Sampaoli, em 2018, após a eliminação para a França no Mundial. Ele conduziu Lionel Messi e companhia ao título da Copa do Mundo de 2026, encerrando um jejum de 36 anos.

VAI CONTINUAR?

Na zona mista após a derrota, Scaloni indicou que não continuará e precisará de um tempo para “relaxar e parar um pouco”. O treinador disse que conversará com o presidente da AFA, Claudio Tapia, antes da definição.

Até dezembro vou continuar e depois certamente vou conversar com o presidente. Provavelmente a ideia é relaxar e parar um pouco. Essa é a ideia. Este é um lugar espetacular, dos sonhos. Tomara que haja pessoas que tenham a oportunidade de estar aqui. Qualquer argentino desejaria estar aqui. Lionel Scaloni, técnico da Argentina

Em tom de despedida, o técnico agradeceu pelo tempo no comando da Argentina. “Foi um prazer estar aqui, um orgulho. Nem nos meus melhores sonhos eu tinha imaginado isso. Bem, até dezembro, se o presidente quiser, eu estou aqui. E depois, como digo, vai ser complicado, porque também é justo que possa haver uma mudança. E o que eu vejo que deve permanecer é este espírito de grupo”, disse.