SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um sargento da Polícia Militar foi preso ontem suspeito pela morte da esposa, que é capitã na mesma corporação, em Belo Horizonte.
A capitã, identificada como Michele Leão Azevedo, foi levada ao Hospital Odilon Behrens. O marido dela, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, teria feito o socorro à unidade, que constatou a morte.
Primeira informação dada pelo sargento à equipe médica foi que a companheira havia caído da escada. De acordo com a TV Globo, médicos observaram, no entanto, sinais de violência pelo corpo dela e acionaram a polícia, que prendeu o suspeito ainda no local.
O homem também alegou ter tido relação sexual consensual com prática de agressões físicas -que, segundo ele, era comum entre os dois. Ainda conforme a emissora, em seu relato, ele disse que haviam participado, momentos antes, de uma confraternização com bebidas alcoólicas e ecstasy.
Defesa diz que é imprescindível aguardar a conclusão das investigações e dos laudos periciais. Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno argumentou que se deve evitar “qualquer julgamento precipitado” e que todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes.
Casal teria oficializado a relação em 2025. Uma amiga de Michele, que preferiu não se identificar, contou ao UOL que ela já tinha sido casada com outro homem antes, com quem teve um filho, de 10 anos hoje.
Michele foi descrita pela amiga como uma pessoa “muito reservada”. A mesma fonte relatou ainda que a mulher desativou seus perfis sociais após o casamento com Oliveira.
A Polícia Civil e a Polícia Militar foram procuradas para comentar sobre o caso. As duas corporações informaram que farão coletiva de imprensa nesta manhã, onde outros detalhes da ocorrência devem ser passados.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.



