SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A distribuidora de energia elétrica Light aprovou na segunda-feira (20) uma injeção de R$ 1,35 bilhão na empresa.

O movimento foi decidido em uma assembleia geral extraordinária, que optou por avalizar o aumento de capital social —operação financeira em que os sócios alocam dinheiro na própria companhia, podendo ser feita de formas diferentes.

O conselho de administração optou pela emissão de novas ações ordinárias, que resultarão no montante bilionário.

O aporte deverá ser realizado “mediante subscrição privada, pela acionista única, Light S.A., no montante de R$ 1.350.000.000,00, medida necessária para a implementação das ações previstas no plano de recuperação judicial”, diz a ata da reunião, enviada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Em recuperação judicial desde maio de 2023, a Light —uma das principais concessionárias de energia do estado do Rio de Janeiro, junto à Enel— já havia anunciado um aumento de capital este mês.

Em 15 de julho, Leonardo Pimenta Gadelha, diretor financeiro e de relações com investidores, assinou o comunicado que não só anunciava um aumento de capital social de R$ 1,5 bilhão como protocolou o pedido de encerramento da recuperação judicial da Light na 3ª Vara Empresarial da Comarca do Rio.

Segundo ele, a empresa cumpriu com as principais obrigações previstas na recuperação, homologada pela Justiça em junho de 2024. O plano busca estruturar débitos de R$ 11 bilhões e foi aprovado com o apoio de mais de 99% dos credores, que reúnem bancos e debenturistas.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, entre as instituições credoras estão Bradesco, Itaú, Santander e Citi. Os bancos têm juntos R$ 800 milhões em dívidas da geradora de energia fluminense, o que representa 44% do total dos débitos da companhia.

Mesmo em recuperação judicial, a Light opera na Bolsa de Valores brasileira, mas fora dos índices oficiais. Sob o ticker LIGT3, os papéis da companhia são vendidos hoje a R$ 3,27, no mercado secundário da B3.