SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em entrevista à Folha de S.Paulo, Carolina Dieckmmann diz que ainda não realizou o luto de Preta Gil. “Tento entender como vai ser a minha vida sem ela, porque ainda não é, ela segue presente em muitos momentos. Ela foi minha melhor amiga durante 25 anos da minha vida”, diz a atriz.

Preta morreu aos 50 anos, em Nova York, enquanto fazia um tratamento experimental contra um câncer de intestino, diagnosticado em janeiro de 2023. Ela passou mal quando se preparava para retornar ao Brasil e morreu a caminho do hospital.

“Ela era extraordinária, não há ninguém como ela, sempre a mais corajosa, a mais afetuosa, a amiga mais presente”, diz.

“Quantas vezes vi Preta ser julgada de forma horrível pelo corpo dela”, disse a atriz, durante a divulgação do filme “Pequenas Criaturas”, que venceu o Festival do Rio em 2025. “Essa briga também é minha porque afeta muitas mulheres que não estão com os corpos que gostariam de ter. E essas mulheres sofrem profundamente”, afirma a atriz, em menção à cantora.

“É tão fora de moda essa história de julgar o corpo alheio”, diz Carolina Dieckmmann. “Ao mesmo tempo, estou tão feliz com meu corpo que isso não bate em mim, não me atravessa.”

O longa, que entra em cartaz nos cinemas nesta quinta, se passa em 1986 e segue Helena e seus dois filhos durante os primeiros dias da família em Brasília, para onde se mudam graças ao trabalho do marido, papel de Michel Melamed. Eles acabam de se instalar e o pai sai para uma viagem de negócios sem data certa de retorno.