SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo abriu em em alta na noite deste domingo (19) na reabertura do mercado após os ataques entre EUA e Irã terem aumentado de intensidade nos últimos dois dias.

O barril Brent, referência mundial, estava cotado a US$ 90.90 por volta das 20h20 (horário de Brasília), o maior valor em mais de um mês. Na semana passada, o Brent acumulou uma alta semanal de 15,95%, a maior desde a semana do dia 19 de abril, em razão da volta dos ataques.

Nesse domingo, as tropas norte-americanas lançaram novos ataques aéreos contra o Irã. Segundo a agência iraniana de notícias Mehr, os bombardeios atingiram Sirik, região no sul do país situada em frente ao estreito de Hormuz, e não deixaram vítimas nem provocaram danos à infraestrutura. A agência oficial Irna relatou um “ataque militar inimigo americano” próximo à cidade de Hajiabad, também no sul do Irã.

A ofensiva ocorreu após o anúncio de que dois militares americanos foram mortos e um está desaparecido na Jordânia depois de um ataque iraniano realizado na sexta-feira (17).

“Esses ataques têm como objetivo reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no estreito de Hormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada”, disse o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA) em comunicado publicado no X.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e dos EUA contra o Irã, havia sido suspensa após o cessar-fogo de abril. Os ataques foram retomados na primeira semana de julho, momento em que a violência atingiu níveis sem precedentes.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ameaçou Washington devido à escalada do conflito. “Agora que o inimigo americano busca incitar a guerra […] deve saber que a querida nação iraniana e a frente de resistência têm lições inesquecíveis a oferecer”, disse em mensagem divulgada pela mídia estatal.

O aiatolá afirmou no comunicado que as repetidas violações americanas do acordo provisório mostram que a assinatura de Trump era “totalmente sem valor e desprovida de credibilidade”. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário feito pela agência de notícias Reuters.