SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O governo de Donald Trump planeja limitar a quatro anos a duração do visto para estudantes estrangeiros nos EUA. A medida, que afeta o visto F-1, foi anunciada pelo Departamento de Segurança Interna ontem.
A regra fixa em quatro anos o prazo inicial de admissão de estudantes estrangeiros, mesmo quando o curso tiver duração maior. A mudança deve entrar em vigor em 15 de setembro, após a análise do Congresso.
Estudantes que precisarem permanecer no país após os quatro anos terão de pedir uma prorrogação do visto ao Departamento de Segurança Interna. Outra opção será deixar os EUA e entrar novamente para obter uma nova admissão.
Os portadores do visto F-1 não poderão iniciar outro curso do mesmo nível ou de nível inferior após concluir um curso. Quem termina um mestrado, por exemplo, poderá cursar um doutorado, mas não outro mestrado ou uma graduação.
O prazo para os estudantes deixarem os EUA depois do curso ou de treinamento prático também cairá de 60 para 30 dias. O departamento afirma que pessoas que não concluírem os estudos dentro do período de admissão poderão, em geral, pedir a prorrogação.
O Departamento de Segurança Interna atribui a mudança ao aumento no número de estudantes internacionais admitidos nas últimas décadas. O órgão também cita dificuldades de fiscalização, permanências além do prazo, fraudes, abusos e segurança nacional.
Markwayne Mullin, secretário de Segurança Interna, diz que os limites definidos permitem ao país controlar melhor quem permanece dentro de suas fronteiras. Ele afirma que a regra busca manter os estudantes estrangeiros concentrados em concluir os estudos e retornar a seus países.
Fanta Aw, diretora-executiva da NAFSA, organização sem fins lucrativos voltada à educação internacional, critica a política. “Em um momento em que a competição global por talentos se intensifica, essa política envia exatamente a mensagem errada”, afirma em entrevista ao Business Insider.




