Da Redação

Um parquinho infantil localizado na Rua 71, no Jardim Goiás, em Goiânia, foi interditado temporariamente após a identificação de contaminação por bicho-geográfico na areia do espaço. A medida foi adotada para garantir a segurança das crianças e evitar novos casos de infecção.

No local, foi afixado um aviso informando sobre a interdição e orientando a população a não utilizar o playground até a conclusão dos serviços de manutenção. A contaminação costuma ocorrer quando a areia entra em contato com fezes de cães e gatos infectados pelo parasita.

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) informou que já tomou conhecimento da situação e realizará a substituição completa da areia do parquinho. Durante a execução do serviço, a área permanecerá fechada ao público.

O bicho-geográfico, conhecido cientificamente como larva migrans cutânea, é causado por larvas de vermes que vivem no intestino de cães e gatos. Quando eliminadas nas fezes, essas larvas podem permanecer no solo ou na areia e penetrar na pele humana por meio do contato direto.

Os primeiros sintomas costumam ser vermelhidão, intensa coceira e uma pequena lesão na pele. Com o passar dos dias, surgem marcas sinuosas, semelhantes ao desenho de um mapa, característica que originou o nome popular da doença.

Embora normalmente não represente um risco grave à saúde, a infecção pode provocar complicações caso ocorram infecções bacterianas secundárias decorrentes do ato de coçar as lesões. Nessas situações, o quadro pode evoluir para abscessos e exigir tratamento mais intenso.

O tratamento costuma ser simples e envolve medicamentos antiparasitários, geralmente com resolução do problema em poucos dias. Especialistas alertam que a tentativa de retirar a larva manualmente, utilizando pinças ou outros objetos, não é recomendada e pode agravar a lesão.

A prevenção passa principalmente por evitar o contato direto com areia possivelmente contaminada, impedir o acesso de animais a áreas de recreação infantil e realizar a troca periódica da areia desses espaços. Especialistas também destacam que casos da doença têm se tornado mais frequentes, inclusive em locais como quadras de areia utilizadas para práticas esportivas, ampliando a necessidade de cuidados com a higiene e manutenção desses ambientes.