Da Redação

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta sexta-feira (3) que o Irã poderá voltar a adotar medidas consideradas “proporcionais” caso Estados Unidos e Israel descumpram os entendimentos firmados com Teerã após o recente conflito na região. A declaração reforça o clima de tensão entre os três países, mesmo após iniciativas diplomáticas para reduzir os confrontos.

Segundo Ghalibaf, a República Islâmica não aceitará qualquer violação dos compromissos assumidos pelos dois países e responderá de maneira equivalente caso considere que seus interesses ou sua segurança estejam sendo ameaçados. O parlamentar também voltou a defender que o Irã manterá sua postura de resistência diante de pressões externas.

Outro ponto destacado pelo líder iraniano foi a rejeição à interferência dos Estados Unidos nas questões relacionadas ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A passagem concentra cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima, tornando-se um dos principais focos das disputas geopolíticas no Oriente Médio.

Nos últimos meses, o estreito esteve no centro das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, com ameaças de bloqueio da navegação e episódios de confrontos que elevaram a preocupação internacional sobre possíveis impactos no abastecimento global de petróleo e na estabilidade econômica. Embora um entendimento recente tenha reduzido momentaneamente a escalada militar, a situação permanece delicada.

As declarações de Ghalibaf sinalizam que Teerã pretende manter uma postura firme nas negociações e considera inaceitável qualquer tentativa de Washington de interferir nas decisões envolvendo Ormuz. A fala também evidencia que o governo iraniano continua disposto a responder caso avalie que os acordos firmados após a guerra tenham sido descumpridos por Estados Unidos ou Israel.