Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se solidarizou com o povo venezuelano após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24). Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo brasileiro afirmou ter recebido a notícia com “grande preocupação e consternação” e determinou que o Ministério das Relações Exteriores acompanhe a situação para avaliar possíveis medidas de assistência humanitária.

Segundo Lula, o Itamaraty trabalhará em conjunto com a Embaixada do Brasil em Caracas para monitorar os impactos da tragédia e identificar formas de colaboração. O presidente também reafirmou o apoio brasileiro ao governo venezuelano na recuperação das áreas atingidas pelo desastre.

Os terremotos, que chegaram a magnitudes de 7,2 e 7,5, provocaram destruição em diversas regiões do país, especialmente no estado de La Guaira. Prédios desabaram, serviços públicos foram interrompidos e milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica e comunicação. Autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência e mobilizaram equipes de resgate para atuar nas áreas mais afetadas.

Além da manifestação de Lula, diversos líderes internacionais também expressaram solidariedade à Venezuela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio imediato de equipes de resgate e apoio logístico, afirmando que seu governo pretende ajudar rapidamente os venezuelanos afetados pela tragédia.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, determinou a mobilização de profissionais das áreas de saúde e resgate para auxiliar nas operações humanitárias. Já o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou o envio de centenas de socorristas, paramédicos e suprimentos para as regiões atingidas.

Outros governos da América Latina também colocaram suas estruturas à disposição. O presidente da República Dominicana, Luis Abinader, e o presidente do Equador, Daniel Noboa, informaram que enviarão equipes especializadas para apoiar os trabalhos de busca, salvamento e assistência às vítimas.

Na Europa, autoridades da Espanha e de outras regiões manifestaram condolências às famílias afetadas. O líder do governo do País Basco, Imanol Pradales, classificou o episódio como uma “enorme tragédia” e transmitiu apoio ao povo venezuelano diante da gravidade da situação.

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos, também divulgou uma mensagem de solidariedade. Em publicação nas redes sociais, ele pediu união nacional, serenidade e apoio às comunidades atingidas, além de incentivar a população a colaborar com os trabalhos de resgate.

O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. O governo brasileiro segue acompanhando os desdobramentos da tragédia por meio de sua representação diplomática em Caracas e mantém canais de emergência disponíveis para cidadãos que necessitem de assistência.

As autoridades venezuelanas continuam atualizando o número de vítimas e os danos causados pelos tremores. Enquanto isso, a comunidade internacional mobiliza esforços para prestar ajuda humanitária e auxiliar na reconstrução das áreas devastadas pelo desastre.