Da Redação

O número de mortos em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 235, conforme balanço atualizado divulgado pelo Ministério da Saúde venezuelano nesta sexta-feira (26). Além das vítimas fatais, as autoridades contabilizam cerca de 4,3 mil feridos, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando em busca de sobreviventes sob os escombros.

Os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos segundos de diferença e provocaram destruição em diversas regiões do país, especialmente no litoral norte e na capital, Caracas. Prédios residenciais, hospitais, escolas e outras estruturas sofreram danos severos, levando o governo a decretar estado de emergência nacional.

Segundo o governo venezuelano, aproximadamente 250 edificações foram classificadas como destruídas ou seriamente danificadas. O impacto também afetou milhares de famílias, que precisaram deixar suas casas após os abalos sísmicos.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que cerca de 6,76 milhões de pessoas possam ter sido afetadas direta ou indiretamente pela tragédia. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas (ONU) coordena uma força internacional de ajuda humanitária, com pelo menos 16 países enviando equipes especializadas em busca e salvamento, além de medicamentos, alimentos e equipamentos para atender às vítimas.

Dois brasileiros morreram

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que dois cidadãos brasileiros estão entre os mortos. O Itamaraty informou que acompanha a situação por meio da embaixada brasileira em Caracas e presta assistência consular aos familiares das vítimas. Até o momento, os nomes não foram divulgados oficialmente.

Buscas continuam

As autoridades venezuelanas afirmam que as próximas horas continuam sendo decisivas para localizar pessoas desaparecidas. Centenas de socorristas trabalham em áreas onde edifícios desabaram, utilizando equipamentos especializados e cães farejadores.

Apesar do avanço das operações de resgate, o governo alerta que o número de mortos e feridos ainda pode aumentar, já que muitas pessoas permanecem desaparecidas e diversas regiões seguem de difícil acesso devido aos danos causados pela sequência de terremotos.