SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Clodoaldo Pelizzoni, 56, secretário municipal de Planejamento e Eficiência da Prefeitura de São Paulo, morreu na noite de terça-feira (9) enquanto jogava basquete com amigos, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista.
Formado em Administração Pública pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), tinha mais de 30 anos de experiência na administração pública. Tinha grande apreço por música e arte.
“Era um homem culto, gostava de arte, de museu. Era um profundo conhecedor de blues e jazz, gostava de rock, música brasileira. Estudava muito. Tinha uma visão de mundo muito aberta”, diz o amigo de mais de três décadas, Edson Aparecido dos Santos, secretário de Governo da gestão Ricardo Nunes (MDB).
Clodoaldo foi tesoureiro de campanha de Mário Covas, Geraldo Alckmin (PSB), José Serra e Bruno Covas (PSDB). Com exceção de Bruno, todos foram governadores de São Paulo.
“É uma função sensível em campanha e essas figuras importantes sempre colocaram ele nessa função. Ele tinha competência profissional e experiência administrativa longa e tinha também a confiabilidade das pessoas. Era uma figura muito respeitada e admirada, embora fosse muito jovem”, conta Edson.
No governo de São Paulo, foi diretor da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), diretor administrativo-financeiro da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, superintendente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), secretário de Logística e Transportes e secretário dos Transportes Metropolitanos.
Na Prefeitura de São Paulo, atuou como secretário-adjunto de Governo a partir de 2023, até assumir, em 2025, a Secretaria Municipal de Planejamento e Eficiência.
O prefeito Ricardo Nunes disse que Clodoaldo era qualificado, dedicado e gentil.
“Ao longo de sua carreira, teve atuação destacada, especialmente na área de transportes, da qual era profundo conhecedor e estudioso. Em nossa gestão, deixou uma contribuição importante para o planejamento da cidade, incluindo a estruturação do orçamento climático da capital, hoje o mais completo do país. Sua partida representa uma grande perda para a administração pública e para todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Meus sentimentos à família e aos amigos”, publicou em rede social.
“Além das excelentes características profissionais, era palmeirense fanático, levava os filhos ao estádio e gostava muito de esporte. Tanto que morreu numa quadra de basquete. Fez uma cesta, recuou, botou a mão no peito, levantou a mão e caiu. Eram cerca de 23h. Tentaram reanimar por cerca de duas horas, mas não conseguiram. Foi infarto agudo do miocárdio”, diz o amigo.
Recentemente, Clodoaldo tinha conseguido a cidadania italiana e alterou o sobrenome de Pelissioni para Pelizzoni, como era na origem da família.
Deixou a esposa Luciana, uma filha de três anos e dois filhos de 7 e 11 anos.


