SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulação de segundo turno e venceria o rival por 44% a 38% dos votos.
O levantamento é o primeiro do instituto a ser publicado após o caso Dark Horse. Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%. Indecisos são 4%.
Em maio, na rodada anterior, o atual presidente aparecia com 42%, enquanto o congressista do PL tinha 41%, situação que configurava um empate na margem de erro. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar eram 14%, e indecisos, 3%.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 5 a 8 de junho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o código BR-07661/2026.
Entre eleitores considerados de perfil independente, que em maio se dividiam entre Lula (29%) e Flávio (31%), o petista agora aparece na dianteira. O atual presidente tem 37%, contra 24% do senador. Para este grupo, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.
Na simulação de primeiro turno, saíram Aldo Rebelo, expulso do DC, e Hertz Dias (PSTU), e foram testados pela primeira vez os nomes de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB).
Também nesse cenário Lula mantém a liderança, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%.
O desempenho é aferido após a divulgação do áudio de uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro em que o senador pedia dinheiro para o financiamento do filme “Dark Horse”, uma autobiografia do pai, Jair. O ex-banqueiro chegou a transferir R$ 61 milhões.
A intenção de voto em Flávio no primeiro turno registrou queda no grupo da direita não bolsonarista. Em maio, entre eles, 74% diziam que votariam no pré-candidato do PL. Agora são 59%. A margem de erro para esse segmento é de cinco pontos percentuais.
Os outros nomes aventados não chegaram aos dois dígitos. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%. Aécio e Romeu Zema (Novo) têm 2%, e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) aparecem com 1%.
Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.
O levantamento também testou os nomes de Renan, Zema e Caiado em cenários alternativos de segundo turno contra Lula. O petista bate o pré-candidato do partido do MBL com 45% a 31%, e Zema e Caiado, por 45% a 35%.
CASO MASTER
O instituto também questionou os entrevistados sobre o caso do Banco Master. Uma parcela de 60% disse que, pelo que ouviram ou ficaram sabendo, as conversas entre Flávio e Vorcaro levantaram suspeitas sobre atitudes ilegais, contra 19% que responderam que o diálogo foi normal.
Na opinião de 17%, o senador acertou ao pedir financiamento para o filme sobre o pai, não há nada de mais. Outros 65%, por outro lado, afirmaram que o filho 01 errou e deveria ter evitado a conversa.
ISENÇÃO DO IR
Indagados sobre se foram beneficiados pela nova isenção de pagamento do IR (Imposto de Renda), 65% disseram que não, ante 67% em maio. Outros 32% responderam que sim, contra 30% do mês passado.
Entre aqueles que afirmaram terem sido beneficiados, 42% afirmaram não terem sentido diferença na renda da medida (45% em maio), enquanto 34% consideraram que a renda aumentou, mas não muito (eram 33%), e 23%, que a renda aumento significativamente (ante 21%).
No grupo daqueles com até dois salários mínimos, caiu de 42% em maio para 27% o percentual de quem afirmava não ver diferença e subiu de 25% para 32% os que dizem que a renda aumentou. A margem de erro para este segmento é de quatro pontos percentuais.
REJEIÇÃO
Lula e Flávio continuam a acumular o maior percentual de rejeição. A pesquisa aponta que 53% dizem que conhecem e não votariam no pré-candidato do PT. No caso do filho do ex-presidente, são 56%. Os índices são similares aos registrados em maio.
Já Aécio tem rejeição de 54%, Zema, de 29%, Caiado, de 32%, e Renan, de 20%, e Joaquim Barbosa, 17%. Augusto Cury aparece com 16%, Edmilson Costa, com 9%; Heró Bezerra, com 10%; Hertz Dias, com 8%, e Samara Martins, 10%.
AVALIAÇÃO DE GOVERNO
Para 38%, o presidente Lula está fazendo um governo ruim ou péssimo, enquanto 34% dizem que o trabalho é bom ou ótimo. Avaliam a gestão como regular 26%, e 2% não souberam ou não responderam. Os índices permanecem estáveis em relação a maio.


