SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Coliseu de Roma, na Itália, um dos edifícios históricos mais importantes do mundo, símbolo do Império Romano, usa escaneamento a laser tridimensional para monitorar a sua estrutura, que data de 70 d.c. Agora, a mesma tecnologia será aplicada para a conservação do Museu do Ipiranga, em São Paulo, inaugurado em 1895.

O projeto da professora Beatriz Kuhl, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo, prevê o escaneamento completo do edifício brasileiro para rastrear possíveis problemas e monitorar suas estruturas e materiais após a reforma que fechou o museu por nove anos.

A parte técnica do escaneamento será feita pelo laboratório Diaprem, da Universidade de Ferrara, na Itália, o mesmo responsável pelo trabalho no Coliseu, segundo informação do Jornal da Usp.

O Museu do Ipiranga é o museu público mais antigo de São Paulo, responsável por guardar um importante acervo de objetos históricos ligados à independência do Brasil, entre mobiliário e obras de arte -entre elas a tela “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, de 1888, que imagina o momento em que Dom Pedro I teria proclamado a independência do país em relação a Portugal.