Walison Veríssimo
A indefinição sobre quem representará o PT na corrida pelo Governo de Goiás em 2026 continua movimentando os bastidores políticos. Apesar da tentativa do partido de consolidar o nome do produtor rural Flávio Faedo como pré-candidato, lideranças petistas já trabalham com a possibilidade de recorrer à deputada federal Adriana Accorsi caso o plano principal não avance.
Nos bastidores da legenda, a avaliação é de que Faedo surgiu como uma alternativa para ampliar o diálogo do partido com setores do agronegócio e construir uma candidatura considerada mais competitiva fora dos nomes tradicionais da sigla. A aposta ocorre em meio à insatisfação de parte da direção estadual com outros pré-candidatos já colocados, como Cláudio Curado, Luis Cesar Bueno e Valério Luiz Filho.
Embora Faedo tenha sinalizado disposição para entrar na disputa, pessoas próximas ao projeto reconhecem que ainda existem dúvidas sobre a consolidação da candidatura. Um dos receios seria enfrentar uma campanha sem apoio político suficiente ou não conseguir ampliar sua presença eleitoral fora de setores específicos.
Nesse cenário, cresce a pressão interna para que Adriana Accorsi aceite disputar o Palácio das Esmeraldas. A direção nacional do partido entende que a deputada federal é hoje o nome com maior densidade eleitoral dentro da legenda em Goiás e poderia oferecer um palanque mais robusto para a campanha presidencial petista no estado.
Apesar disso, Adriana segue demonstrando resistência. Publicamente, a parlamentar já indicou preferência pela reeleição à Câmara dos Deputados e tem repetido que sua prioridade é fortalecer as chapas proporcionais do partido. Nos bastidores, aliados afirmam que justamente por não querer disputar o governo, ela teria incentivado a construção da candidatura de Faedo.
Além do nome ao governo, integrantes do PT também discutem formatos para ampliar alianças e construir uma chapa considerada mais competitiva. Uma das possibilidades ventiladas internamente envolve a composição entre representantes do agronegócio e setores evangélicos, buscando reduzir resistências históricas enfrentadas pela legenda em Goiás.
Enquanto o partido tenta definir seu caminho, a leitura entre dirigentes é que a decisão precisará acontecer rapidamente para evitar prolongar a indefinição em meio ao avanço de possíveis adversários no cenário estadual de 2026.







