Da Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou sua agenda internacional nesta semana ao buscar uma aproximação direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à crise que atingiu sua pré-candidatura à Presidência da República. O encontro ocorreu em Washington e foi tratado por aliados como uma tentativa de reforçar a ligação entre o bolsonarismo e o trumpismo diante do cenário eleitoral brasileiro de 2026.
A reunião na Casa Branca aconteceu em um momento delicado para o senador, que enfrenta desgaste após a repercussão de denúncias envolvendo sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em um dos maiores escândalos financeiros recentes do país. A crise abalou setores do mercado e aliados políticos que vinham acompanhando o crescimento da pré-campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Flávio esteve acompanhado do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo. Após o encontro, o senador afirmou que conversou com Trump sobre temas ligados à segurança pública, combate ao crime organizado, tarifas comerciais e minerais estratégicos. Também revelou que o presidente norte-americano perguntou sobre a situação de Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que a imagem ao lado de Trump pode ajudar Flávio a recuperar apoio entre eleitores conservadores e fortalecer sua posição como principal herdeiro político do bolsonarismo. O movimento acontece em meio à disputa interna da direita sobre quem terá maior competitividade contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.
A viagem aos Estados Unidos também foi interpretada como uma tentativa de mudar o foco das discussões envolvendo o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio admitiu ter buscado recursos milionários com Daniel Vorcaro para o projeto audiovisual, embora negue qualquer irregularidade. A revelação gerou repercussão negativa e abriu espaço para críticas inclusive entre setores aliados.
Analistas políticos apontam que a estratégia de associar sua imagem à de Trump busca reforçar a identidade ideológica do senador junto ao eleitorado conservador. A relação entre bolsonaristas e republicanos norte-americanos já vinha sendo construída nos últimos anos, especialmente por Eduardo Bolsonaro, que mantém interlocução frequente com lideranças ligadas ao ex-presidente americano.
Apesar da tentativa de fortalecimento internacional, Flávio ainda enfrenta desafios para consolidar sua candidatura dentro do próprio campo da direita. Pesquisas recentes indicam crescimento da rejeição ao seu nome, enquanto lideranças conservadoras seguem discutindo possíveis alternativas para a disputa presidencial de 2026.








