Da Redação
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que poderá apoiar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal caso seja eleito presidente em 2026. A declaração foi dada durante participação em um encontro promovido pela Amcham Brasil, realizado nesta semana.
Segundo Caiado, ministros que estejam envolvidos em denúncias deveriam ser afastados temporariamente para permitir investigações sem comprometer a credibilidade da Corte. O político argumentou que situações pessoais envolvendo integrantes do STF acabam afetando a confiança da população no Judiciário e prejudicando a imagem institucional do tribunal.
Durante o evento, o pré-candidato declarou que considera o impeachment uma medida extrema, mas afirmou que ela poderia se tornar inevitável caso o próprio Supremo não tome providências diante de suspeitas envolvendo ministros. Na avaliação dele, o tribunal atravessa um momento de desgaste e precisaria demonstrar capacidade de agir internamente para preservar sua imparcialidade.
As falas foram interpretadas nos bastidores políticos como uma tentativa de aproximação com setores mais alinhados à direita e ao bolsonarismo. A leitura ganhou força após recentes episódios envolvendo nomes ligados ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, que abriram espaço para disputas dentro do campo conservador.
Embora não tenha citado diretamente quais ministros seriam alvo de eventual processo, Caiado mencionou denúncias recentes relacionadas a movimentações financeiras envolvendo familiares de integrantes da Corte. O ex-governador comparou a situação ao funcionamento de empresas privadas, nas quais dirigentes costumam ser afastados enquanto investigações são conduzidas.
Ao comentar o cenário político e institucional do país, Caiado afirmou ainda que o equilíbrio entre os Poderes depende da preservação da confiança pública nas instituições. Para ele, caso não haja respostas internas do STF diante das suspeitas, o impeachment passaria a ser discutido como alternativa no Congresso Nacional.








