Da Redação
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro após a declaração de que colocaria o irmão, Eduardo Bolsonaro, no comando do Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo.
A declaração de Zema foi dada nesta segunda-feira (25), durante participação em um encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Sem citar diretamente o nome de Flávio, o político mineiro afirmou considerar “extremamente infeliz” a ideia de indicar um familiar para um dos principais ministérios do país.
Durante o evento, Zema defendeu que cargos estratégicos devem ser ocupados por pessoas com experiência técnica e trajetória profissional consolidada. Segundo ele, relações familiares não podem ser critério para nomeações no governo.
“Eu gosto é de gente que tem carreira, que tem competência”, afirmou o ex-governador ao comentar o assunto.
A fala aumenta o distanciamento entre setores da direita que já discutem possíveis candidaturas para a eleição presidencial de 2026. Flávio Bolsonaro vem sendo tratado por aliados do PL como um dos nomes do grupo bolsonarista para a disputa nacional, enquanto Zema tenta consolidar uma imagem mais moderada e técnica dentro do campo conservador.
Nos bastidores, a possível indicação de Eduardo Bolsonaro ao Itamaraty vinha gerando resistência entre lideranças do Centrão e integrantes de partidos aliados. A avaliação de parte desse grupo é de que a escolha poderia ampliar críticas sobre influência familiar e radicalização política em um eventual governo ligado ao sobrenome Bolsonaro.
Zema também aproveitou o encontro para defender critérios técnicos na administração pública e fazer críticas indiretas a práticas políticas tradicionais, incluindo a distribuição de cargos por relações pessoais.








