Da Redação
A prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra teve origem em uma investigação iniciada após a apreensão de bilhetes manuscritos dentro de uma unidade prisional em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Os documentos levantaram suspeitas sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
Segundo a Polícia Civil paulista, os manuscritos foram encontrados em 2019 durante revistas realizadas na Penitenciária II da cidade. O conteúdo continha informações relacionadas à estrutura interna de uma facção criminosa, além de orientações financeiras, ordens internas e referências a movimentações consideradas suspeitas pelos investigadores.
De acordo com as autoridades, uma das anotações chamou atenção ao citar uma suposta “mulher da transportadora”, apontada como responsável por obter informações e auxiliar em operações ligadas ao grupo criminoso. A partir daí, investigadores passaram a monitorar empresas e movimentações financeiras relacionadas ao caso.
Com o avanço da apuração, relatórios financeiros e análises telefônicas indicaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada de alguns envolvidos. Conforme a investigação, esse rastreamento acabou levando ao nome de Deolane Bezerra, que passou a ser citada em inquéritos relacionados a supostas operações de ocultação de patrimônio e circulação de dinheiro sem origem comprovada.
A influenciadora foi presa durante a Operação Vérnix, realizada pela Polícia Civil em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além dela, outros investigados também foram alvo de mandados judiciais, incluindo pessoas apontadas como integrantes ou operadores financeiros da facção.
Ainda segundo os investigadores, os bilhetes apreendidos continham referências a repasses financeiros, planejamento de ações criminosas e até possíveis ameaças contra agentes públicos. Parte das informações também teria sido confirmada por materiais encontrados em celulares apreendidos durante a investigação.
A defesa de Deolane nega qualquer participação da influenciadora em atividades criminosas e afirma que ela irá colaborar com as investigações. O caso segue sob análise da Justiça, enquanto autoridades continuam investigando a origem e o destino dos recursos movimentados no suposto esquema.








