A REDAÇÃO
A defesa do cantor MC Poze do Rodo afirmou que o artista é alvo de perseguição policial motivada por racismo e negou qualquer envolvimento dele em um suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal. As declarações foram dadas pelo advogado Fernando Henrique Cardoso Neves em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo a defesa, não existem provas de que o cantor tenha participado da movimentação financeira investigada pelas autoridades. O advogado declarou que MC Poze do Rodo não recebeu transferências bancárias relacionadas ao caso e afirmou que o artista vem sendo tratado como “suspeito eterno” por ser um homem negro e funkeiro.
O cantor foi preso preventivamente durante uma operação que investiga um suposto esquema ligado à lavagem de dinheiro, apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. A investigação aponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. Além de MC Poze do Rodo, também foram presos o cantor MC Ryan e Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei.
De acordo com a Polícia Federal, MC Ryan seria apontado como líder e beneficiário econômico da estrutura investigada. As autoridades ainda apuram a participação dos demais envolvidos no caso.
A prisão de MC Poze do Rodo foi revogada pela desembargadora Louise Vilela Leite Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Na decisão, a magistrada determinou medidas cautelares, incluindo entrega do passaporte, comparecimento mensal à Justiça e proibição de deixar o Rio de Janeiro por mais de cinco dias sem autorização judicial.
O cantor deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, no dia 14 de maio, após cerca de um mês preso. Na saída do presídio, MC Poze do Rodo afirmou que não possui envolvimento com facções criminosas ou atividades ilegais.
Apesar da soltura dos investigados, o caso segue em apuração. Segundo decisão da Justiça Federal, ainda não havia denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal contra os envolvidos, além da ausência de elementos considerados suficientes para manter as prisões preventivas.








