Da Redação
A Polícia Federal recusou a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master. De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira, os investigadores entenderam que os relatos oferecidos por ele não traziam elementos considerados relevantes ou inéditos para o avanço das apurações.
Vorcaro é alvo de investigações relacionadas a supostas fraudes financeiras, ocultação de patrimônio e movimentações bilionárias ligadas ao conglomerado financeiro. O ex-banqueiro chegou a negociar um acordo de colaboração com autoridades federais, mas a proposta acabou sendo rejeitada pela PF diante da avaliação de que o conteúdo apresentado não teria utilidade prática suficiente para justificar benefícios judiciais.
O caso ganhou repercussão nacional após a liquidação do Banco Master e o avanço da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes financeiros, lavagem de dinheiro e possíveis conexões políticas envolvendo pessoas próximas ao empresário. As investigações também resultaram em bloqueios bilionários de bens e operações de busca e apreensão autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Nos bastidores, a tentativa de colaboração de Vorcaro era vista como uma estratégia para reduzir sua situação judicial e ampliar negociações com a Procuradoria-Geral da República. Entretanto, a avaliação interna da PF foi de que os depoimentos não acrescentavam provas concretas nem apresentavam fatos novos capazes de alterar o rumo das investigações.
O empresário segue no centro de uma série de apurações que envolvem movimentações financeiras suspeitas, uso de empresas para ocultação patrimonial e possíveis relações com agentes públicos e figuras do meio político. Nos últimos meses, o caso também passou a atingir aliados e familiares do ex-banqueiro, aumentando a pressão sobre o entorno do antigo controlador do Banco Master.








