Da Redação
O Tribunal de Contas dos Municíios de Goiás (TCM-GO) abriu investigação para analisar possíveis irregularidades relacionadas ao sistema de agendamento de consultas da rede municipal de saúde de Goiânia. A apuração ocorre após denúncias sobre dificuldades enfrentadas por pacientes para conseguir atendimento e suspeitas envolvendo o contrato firmado pela Prefeitura para operacionalização do serviço.
Segundo as reclamações apresentadas ao órgão de controle, usuários relatam demora excessiva para conseguir consultas, falhas no sistema de marcação e ausência de retorno sobre solicitações feitas pela população. O cenário levou o TCM a solicitar esclarecimentos da administração municipal e documentos ligados ao contrato investigado.
A Corte de Contas avalia se houve problemas na execução do serviço contratado, além de possíveis falhas administrativas e eventual descumprimento das obrigações previstas no acordo firmado pela Secretaria Municipal de Saúde. O tribunal também busca identificar se a situação comprometeu o acesso da população aos atendimentos médicos especializados.
Nos bastidores, o entendimento de integrantes do TCM é de que os problemas registrados podem indicar deficiência no planejamento e na fiscalização contratual. A investigação deverá analisar detalhes técnicos do sistema utilizado para os agendamentos, os critérios adotados pela Prefeitura e a efetividade do serviço oferecido à população.
A gestão municipal informou que irá colaborar com as apurações e encaminhar as informações solicitadas pelo tribunal. A Prefeitura sustenta que trabalha para aprimorar o fluxo de marcações e reduzir o tempo de espera por consultas na rede pública de saúde.
O caso se soma a outras fiscalizações recentes conduzidas pelo TCM-GO envolvendo contratos e serviços da saúde pública em Goiânia. Nos últimos meses, o tribunal também apontou irregularidades em unidades de saúde da capital e abriu apurações sobre contratos administrativos ligados à área.








