Da Redação

Uma operação do Procon Goiás resultou na apreensão de 2.268 figurinhas da Copa do Mundo FIFA 2026 com indícios de falsificação em dois estabelecimentos comerciais do Setor Central, em Goiânia. A fiscalização encontrou 324 pacotes do produto, que eram vendidos por R$ 4 cada, valor abaixo do praticado no mercado para as figurinhas oficiais.

Além da suspeita de comercialização de produtos falsificados, os fiscais verificaram que as mercadorias não possuíam nota fiscal, impedindo a comprovação de sua origem. Em um dos estabelecimentos, o álbum e as figurinhas também eram anunciados nas redes sociais como se fossem produtos originais, prática que pode caracterizar propaganda enganosa.

Diferenças levantaram suspeitas

Durante a inspeção, o Procon constatou que as figurinhas apresentavam características semelhantes às licenciadas oficialmente pela FIFA, mas com diferenças perceptíveis na qualidade do papel, da impressão, das cores e do acabamento. Esses fatores reforçaram a suspeita de que o material não era oficial.

Segundo o órgão, a comercialização de produtos apresentados como originais, quando não possuem essa característica, pode induzir o consumidor ao erro quanto à autenticidade, procedência e qualidade da mercadoria, além de violar o direito à informação clara previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Orientações para evitar golpes

Com a grande procura pelo álbum da Copa do Mundo, o Procon orienta os consumidores a adquirirem figurinhas apenas em bancas, papelarias, livrarias e estabelecimentos de confiança. Também é importante verificar se a embalagem traz informações sobre o fabricante e o distribuidor oficial.

Entre os sinais que podem indicar falsificação estão:

  • papel e acabamento de baixa qualidade;
  • impressão com cores diferentes das originais;
  • textura inadequada;
  • ausência de nota fiscal;
  • preços muito inferiores aos praticados no mercado.

Cuidados nas compras pela internet

Para quem pretende comprar figurinhas on-line, a recomendação é utilizar apenas lojas autorizadas e verificar se o site possui conexão segura, identificada pelo cadeado na barra de endereços e pelo endereço iniciado por “https”. Também é aconselhável pesquisar a reputação do vendedor e desconfiar de ofertas de figurinhas raras ou coleções completas com preços muito abaixo do normal.

O Procon ainda orienta que, em pagamentos via Pix, o consumidor confira se a chave está vinculada ao CNPJ da empresa. Outra medida para aumentar a segurança é utilizar cartões virtuais nas compras pela internet. Em caso de suspeita de irregularidades, denúncias podem ser registradas pelos canais oficiais de atendimento do órgão.