Da Redação

O Banco de Leite Humano do Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, está operando com capacidade reduzida e faz um apelo para que mais mulheres se tornem doadoras. Atualmente, a unidade conta com cerca de 150 litros disponíveis, número que representa apenas metade do volume considerado ideal para atender a demanda com segurança.  

De acordo com a coordenação do serviço, o cenário tem impacto direto no atendimento aos recém-nascidos, principalmente os prematuros internados em unidades de terapia intensiva. Com o estoque abaixo do necessário, o leite materno precisa ser direcionado prioritariamente aos casos mais graves, o que limita o alcance do atendimento.  

Mesmo atendendo, em média, cerca de 200 bebês por mês, o banco conta atualmente com apenas 50 doadoras ativas, número considerado insuficiente para suprir a necessidade da unidade. A expectativa é que o volume mensal alcance pelo menos 300 litros para garantir maior estabilidade no fornecimento.  

Doação pode ser feita sem sair de casa

Para facilitar a participação, o hospital conta com uma parceria com o Corpo de Bombeiros, que realiza a coleta domiciliar do leite. As equipes passam semanalmente nas casas das doadoras, recolhem os frascos armazenados e já deixam recipientes esterilizados para novas coletas.  

A iniciativa busca tornar o processo mais acessível, especialmente para mães no período pós-parto, que muitas vezes enfrentam dificuldades de locomoção. Além disso, as voluntárias recebem orientações da equipe do banco de leite sobre armazenamento, higiene e manejo adequado.  

Quem pode doar

Podem participar mulheres saudáveis que estejam amamentando e tenham produção de leite acima da necessidade do próprio bebê. O cadastro é feito diretamente com o banco de leite, mediante avaliação da equipe responsável.  

Gesto simples que salva vidas

O leite materno é essencial para a recuperação e desenvolvimento de bebês prematuros, sendo considerado um alimento completo e fundamental nos primeiros dias de vida. Em muitos casos, ele representa a principal chance de sobrevivência para recém-nascidos internados.  

A campanha reforça que a doação, apesar de simples, tem grande impacto: pequenas quantidades já são suficientes para alimentar vários bebês ao longo do dia. Diante do cenário atual, a entrada de novas doadoras é vista como fundamental para evitar desabastecimento e ampliar o atendimento às crianças que dependem desse suporte.