Da Redação

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que apenas uma unidade da federação ainda não aderiu ao programa de subsídio ao diesel criado pelo governo federal. A iniciativa faz parte de um pacote emergencial para conter a alta dos combustíveis no país.

Segundo ele, 26 dos 27 estados já aceitaram participar da proposta, e a expectativa é que haja adesão total nos próximos dias.

Adesão é voluntária e depende de redução de imposto

O programa não é obrigatório. Para participar, os estados precisam reduzir o ICMS cobrado sobre o diesel. Em contrapartida, o governo federal complementa o desconto com um subsídio equivalente, ampliando o impacto no preço final ao consumidor.

Na prática, a redução pode chegar a cerca de R$ 0,64 por litro durante o período inicial da medida, estimado em dois meses.

Alckmin ressaltou que a proposta busca estimular a cooperação entre União e estados para enfrentar o aumento dos combustíveis, sem impor obrigações aos governadores.

Estado que ficou de fora não foi divulgado

Apesar de confirmar que apenas um estado ainda não aderiu, o vice-presidente não revelou qual unidade permanece fora do programa. Semanas antes, ele havia mencionado que Rio de Janeiro e Rondônia demonstravam resistência à proposta.

Medida integra pacote contra alta dos combustíveis

O subsídio ao diesel é uma das ações adotadas pelo governo para reduzir os impactos da variação internacional do petróleo, que pressiona os preços internos. Entre as medidas já anunciadas estão a isenção de tributos federais, como PIS/Cofins, e incentivos diretos para importadores.

O custo da política será dividido entre União e estados participantes, reforçando o caráter compartilhado da iniciativa.

Dependência externa ainda é desafio

Mesmo sendo exportador de petróleo, o Brasil ainda depende da importação de parte do diesel consumido no país, o que torna o preço sensível ao mercado internacional. Diante disso, Alckmin afirmou que o governo trabalha para ampliar a capacidade de refino.

A expectativa, segundo ele, é que o país possa alcançar autossuficiência na produção de diesel em cerca de cinco anos, reduzindo a necessidade de importações.