Da Redação

A defesa de Welber Felippe, de 27 anos, investigado pela morte de Larissa Pereira Macêdo, de 32 anos, em Aparecida de Goiânia, afirma que o motorista considera o atropelamento uma fatalidade e nega ter tido a intenção de machucar a companheira. Segundo a advogada Danyella Chiarini, o investigado também declarou à Polícia Civil que o relacionamento, que durou mais de três anos, nunca foi marcado por episódios de agressão física.

Welber se apresentou espontaneamente ao Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, prestou depoimento e foi liberado. De acordo com a defesa, ele não tinha mandado de prisão em aberto e o prazo para uma eventual prisão em flagrante já havia terminado.

A advogada afirmou que o cliente está à disposição das autoridades e pretende colaborar com as investigações. Ela também manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

Em relação ao depoimento, Danyella declarou que Welber afirmou não ter pretendido causar qualquer dano à mulher. A defesa também contestou informações sobre possíveis agressões durante o relacionamento.

Segundo a advogada, o investigado informou ao delegado que nunca houve episódios de violência física entre o casal nem registros de ocorrências policiais por esse motivo.

A defesa acrescentou que a morte de Larissa tem provocado sofrimento ao investigado e aos familiares dele. A expectativa, segundo a representante, é de que o caso seja apurado com cautela e que todas as circunstâncias sejam esclarecidas.

Como aconteceu o atropelamento

Larissa morreu na noite de domingo (1º), na Rua H-143, no setor Cidade Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia. Ela foi atingida e arrastada por um caminhão conduzido por Welber, após uma discussão entre os dois, conforme relatos de testemunhas à Polícia Militar.

Na ocasião, o casal havia recebido pessoas em casa para uma confraternização. Parte dos convidados saiu para comprar bebidas e, ao retornar a pé, encontrou a filha de Larissa, de 9 anos, na rua, pedindo ajuda.

Segundo os relatos apresentados à polícia, a criança contou que o companheiro da mãe havia desferido socos contra ela.

Vizinhos também relataram que, após a discussão, Welber entrou no caminhão. Larissa teria subido nos degraus de acesso à cabine e pedido que ele descesse. Na sequência, conforme essa versão, o motorista colocou o veículo em movimento, a mulher caiu e acabou sendo atingida pelo caminhão.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe constatou a morte da vítima ainda no local. O caminhão foi deixado em frente à residência onde o casal morava.

Polícia investiga possível feminicídio

O caso está sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia. A Polícia Civil solicitou exames periciais para esclarecer a dinâmica do atropelamento e determinar se a morte foi intencional.

A hipótese de feminicídio também é investigada pelas autoridades. Os laudos e demais elementos reunidos durante a investigação deverão contribuir para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e definir o enquadramento criminal.

A advogada Danyella Chiarini afirmou que a defesa continuará colaborando com as autoridades e espera que a apuração permita esclarecer o que aconteceu.

Caso a hipótese de feminicídio seja confirmada, a morte de Larissa poderá integrar as estatísticas desse tipo de crime em Goiás em 2026.