Da Redação
Um advogado foi preso em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, suspeito de financiar um esquema de furto de gado em Goiás. Um motorista de caminhão também foi detido durante a Operação Contramarca, deflagrada na quarta-feira (4) pelas Polícias Civis de Goiás e São Paulo.
A investigação apura o furto de 40 novilhas da raça Nelore em uma propriedade rural de Cachoeira Alta, no sudoeste goiano. Os animais foram levados entre os dias 21 e 22 de setembro e estão avaliados em aproximadamente R$ 140 mil.
Segundo a Polícia Civil, o advogado é apontado como responsável pelo financiamento das ações criminosas e também como destinatário do rebanho furtado. Ele foi localizado e preso em São José do Rio Preto (SP). Já o motorista foi detido em Rio Verde, em Goiás.
Participação dos investigados
As apurações indicam que o advogado teria financiado parte da logística utilizada no furto e organizado o recebimento dos animais em uma propriedade no interior paulista. O motorista, por sua vez, é suspeito de participar do reconhecimento da fazenda, prestar apoio durante a execução do crime e transportar o gado.
De acordo com a investigação, as novilhas foram colocadas em um caminhão boiadeiro e levadas até um confinamento localizado no interior de São Paulo.
Gado foi recuperado
As investigações começaram após a prisão em flagrante de três pessoas suspeitas de participação no furto. Na ocasião, uma ação integrada entre as Polícias Militares de Goiás e São Paulo conseguiu localizar e recuperar todos os animais.
O rebanho foi identificado por meio da marca utilizada pelo proprietário e devolvido à vítima. Com o avanço das apurações, os policiais conseguiram identificar outros possíveis integrantes do grupo, o que levou à operação realizada nesta semana.
Investigados podem pegar mais de 13 anos de prisão
Os dois presos são investigados por furto qualificado de semoventes e associação criminosa. Somadas, as penas previstas para os crimes podem ultrapassar 13 anos de prisão, conforme as circunstâncias e eventual reconhecimento de agravantes.
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Cachoeira Alta, com apoio de equipes da Polícia Civil paulista.
Os investigados permanecem à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito no esquema.





