Da Redação

O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4), a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. O anúncio foi feito após uma reunião da bancada da legenda, em Brasília, e marca o início da articulação do partido para disputar o comando da Casa a partir de 2027.

Marinho deverá enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha para permanecer no cargo. A disputa também pode envolver a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que já manifestou interesse em concorrer à presidência.

Atual líder da oposição no Senado, Rogério Marinho defendeu uma atuação mais independente do Legislativo em relação aos demais Poderes. Entre as prioridades apresentadas pelo parlamentar está a votação de propostas defendidas pela direita, incluindo o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Durante o anúncio da candidatura, Marinho afirmou que pretende trabalhar para viabilizar a análise da proposta no Congresso Nacional. Segundo ele, uma eventual vitória do PL na disputa poderá abrir espaço para destravar pautas consideradas prioritárias pelo grupo político.

A legenda terá uma posição estratégica na próxima legislatura. A partir de fevereiro de 2027, o PL contará com 29 dos 81 senadores, formando a maior bancada da Casa. Apesar da força numérica, o partido precisará ampliar sua articulação com outras siglas para garantir a eleição de Marinho.

Para conquistar a presidência do Senado, o candidato precisa reunir pelo menos 41 votos. Dessa forma, o resultado dependerá de acordos e alianças com parlamentares de diferentes partidos.

Esta não será a primeira tentativa de Rogério Marinho de assumir o comando da Casa. Em 2023, ele também disputou a presidência do Senado, com apoio do então presidente Jair Bolsonaro (PL), mas acabou derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Agora, com uma bancada maior e a oposição novamente mobilizada, o PL aposta na candidatura de Marinho para ampliar sua influência sobre as decisões do Senado a partir de 2027.