Da Redação
O pastor Silas Malafaia criticou duramente os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro após a repercussão de uma carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual ele se apresentava inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Em mensagens enviadas a aliados pelo WhatsApp, o religioso classificou o grupo como “amadores babacas” e afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria retirado o apoio ao parlamentar.
O conteúdo das mensagens foi divulgado pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, na quarta-feira (28). Malafaia demonstrou irritação com a estratégia adotada por Flávio e com a orientação política recebida pela família Bolsonaro.
“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor na conversa.
Em outro trecho, Malafaia mencionou Trump e afirmou que não pretendia se envolver na questão. “Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”, acrescentou.
A declaração sobre o presidente norte-americano foi apresentada pelo próprio Malafaia. Trump, por sua vez, não havia anunciado formalmente a retirada de apoio a Flávio, segundo as informações divulgadas sobre o episódio.
Carta de Flávio provoca reação
A crise começou após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta em que contestava o resultado das eleições presidenciais, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador publicou o documento depois de chegar aos Estados Unidos, onde passou a permanecer após deixar o Brasil.
Na primeira versão, Flávio se dirigiu aos brasileiros e à comunidade internacional como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O texto também questionava procedimentos adotados durante a votação e levantava suspeitas sobre o resultado eleitoral, sem apresentar provas que comprovassem fraude.
Depois da repercussão negativa, o parlamentar divulgou uma segunda versão da carta, substituindo a expressão “verdadeiro presidente eleito” por “líder do Brasil”. Apesar da alteração, manteve críticas ao processo eleitoral e a autoridades brasileiras.
A mudança no documento foi um dos pontos que provocaram a reação de Malafaia, que criticou a condução do episódio e a decisão de divulgar uma declaração que precisou ser modificada pouco depois.







