Da Redação
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Floriano de Azevedo Marques decidiu manter no ar o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após acolher um pedido apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (23), em meio à disputa judicial envolvendo o funcionamento do canal, que alcançou 9 milhões de seguidores.
A medida impede, por enquanto, uma possível suspensão do espaço digital, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A campanha petista temia que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinasse novamente a retirada do canal do ar antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
Campanha de Lula questiona decisões do TSE
No mandado de segurança apresentado à Justiça Eleitoral, a campanha de Lula contestou decisões anteriores de Nunes Marques que estabeleceram prazos de 24 horas para que plataformas digitais apresentassem pareceres técnicos sobre o funcionamento do canal.
A defesa argumentou que a Presidência do TSE não teria competência para determinar administrativamente o bloqueio ou a indisponibilização de canais mantidos por usuários nas plataformas digitais.
A representação também acusou o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de promover o que classificou como litigância predatória. Segundo a campanha petista, a apresentação de medidas judiciais repetidas sobre o mesmo assunto teria como objetivo provocar a suspensão do canal em um momento decisivo da disputa eleitoral.
Janones alertou seguidores sobre possível suspensão
Antes da decisão, André Janones comunicou aos integrantes do canal que havia a possibilidade de o espaço ser retirado do ar ainda nesta sexta-feira, próximo ao horário do debate entre os candidatos.
O deputado pediu que os apoiadores manifestassem indignação diante da possibilidade de suspensão, orientando-os a denunciar a situação sem realizar ataques pessoais.
O canal foi criado para mobilizar apoiadores de Lula e ampliar a circulação de conteúdos favoráveis à candidatura do presidente. Sua dimensão, com milhões de seguidores, tornou o funcionamento do grupo um dos pontos de disputa judicial entre as campanhas presidenciais.
Nunes Marques contesta versão da campanha petista
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, Kassio Nunes Marques afirmou a interlocutores que a alegação de que o canal estaria sendo protegido pela Justiça Eleitoral não corresponderia aos fatos. O ministro também teria ressaltado que todos estão submetidos às mesmas regras legais.
A decisão de Floriano de Azevedo Marques ocorre após uma sequência de medidas judiciais envolvendo o canal, incluindo determinações anteriores de suspensão e posterior reativação. O caso ampliou o debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização de canais digitais ligados à mobilização política.
Com a nova decisão, o “Exército do Lula” permanece no ar enquanto a disputa jurídica continua, em um momento de forte mobilização das campanhas e de proximidade da votação do segundo turno presidencial.








