Sargento Hebert Póvoa havia conseguido habeas corpus em agosto, mas decisão foi revertida após recurso do Ministério Público de Goiás
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) restabeleceu a prisão preventiva do sargento da Polícia Militar de Goiás Hebert Francisco Póvoa, investigado por suposta participação em um grupo envolvido em casos de extorsão, agiotagem, lavagem de dinheiro e tortura em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.
A nova decisão foi publicada na quarta-feira (7) e ocorreu após o Ministério Público de Goiás (MPGO) apresentar embargos de declaração contra a decisão que havia concedido habeas corpus ao policial.
Com o novo entendimento, o TJGO rejeitou o habeas corpus concedido anteriormente e determinou novamente a prisão preventiva de Hebert Póvoa. O tribunal considerou necessária a medida para garantir a ordem pública.
Também foi determinada a expedição de um novo mandado de prisão e a comunicação imediata da decisão à Justiça responsável pelo processo.
PM havia conseguido habeas corpus
Hebert Póvoa estava preso desde novembro de 2025, quando foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) que investigava um suposto esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.
Em agosto deste ano, o sargento conseguiu um habeas corpus e chegou a ter um alvará de soltura expedido no dia 11.
No dia seguinte, porém, o desembargador Itaney Francisco Campos pediu vista do processo para analisar novamente o caso. Com isso, a efetiva liberação do policial ficou condicionada à conclusão do julgamento e à publicação do acórdão.
Após a análise dos embargos apresentados pelo Ministério Público, o tribunal decidiu reverter o entendimento anterior e restabelecer a prisão preventiva.
Investigação aponta violência contra vítimas
Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo teria utilizado ameaças e agressões físicas para cobrar pessoas que possuíam dívidas.
As vítimas teriam sido submetidas a sessões de violência durante as cobranças, com uso de objetos como cassetetes e tacos de beisebol. A investigação também aponta o uso de armas para intimidar os devedores.
Hebert Póvoa e a esposa dele, a advogada Tatiane Meireles, foram presos durante a operação realizada em novembro do ano passado.
Ao longo das investigações, a Polícia Civil também apreendeu armas e aproximadamente R$ 10 mil em dinheiro.
Em abril deste ano, outros dois suspeitos apontados como integrantes do grupo foram presos.
Imagens registraram agressões
Parte das investigações foi reforçada por imagens que mostram uma das supostas vítimas sendo ameaçada durante uma cobrança.
Em um dos registros, o homem é questionado sobre o pagamento de uma dívida e posteriormente sofre ameaças com uma arma. As imagens foram utilizadas no decorrer da apuração sobre a atuação do grupo.
A investigação aponta que a violência seria utilizada como mecanismo para pressionar pessoas que tinham dívidas com os suspeitos.
Sargento é considerado foragido
Após o restabelecimento da prisão preventiva, um novo mandado foi expedido contra Hebert Póvoa.
O sargento não foi localizado pelas autoridades e passou a ser considerado foragido.
A Polícia Militar de Goiás foi procurada para comentar a decisão judicial e a situação do policial, mas não havia apresentado manifestação até a publicação da informação.
A defesa dos investigados também não foi localizada para comentar o novo entendimento do TJGO. O espaço permanece aberto para manifestação.








