Ex-governador afirmou que resultado de Marconi Perillo nas urnas mostrou que o tucano deveria ter avaliado melhor suas chances na disputa pelo governo de Goiás
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) ironizou, neste domingo (4), o desempenho de Marconi Perillo (PSDB) na eleição para o governo estadual. O tucano terminou a disputa em quarto lugar, atrás do candidato do PT, Luis Cesar Bueno.
A declaração de Caiado ocorreu após a confirmação da reeleição de Daniel Vilela (MDB), que venceu a eleição para o governo de Goiás ainda no primeiro turno.
Questionado sobre o resultado de Marconi, Caiado afirmou que o ex-governador deveria ter avaliado melhor suas chances antes de entrar na disputa.
“Precisava ter tido um desconfiômetro antes”, afirmou Caiado ao comentar o desempenho do adversário.
Marconi termina em quarto
Com praticamente todas as urnas apuradas, Marconi Perillo recebeu 315.650 votos, correspondentes a 8,69% dos votos válidos.
O resultado deixou o ex-governador na quarta posição, atrás de Daniel Vilela, Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT).
Daniel Vilela foi reeleito com 59,17% dos votos válidos, enquanto Wilder Morais terminou em segundo lugar, com 21,96%. Luis Cesar Bueno ficou na terceira colocação, com 9,82%.
A diferença entre o candidato do PT e Marconi foi de pouco mais de 41 mil votos.
Caiado destaca vitória de Daniel Vilela
Ao comentar o resultado da eleição, Caiado preferiu destacar a vitória de Daniel Vilela no primeiro turno.
O ex-governador afirmou que a prioridade naquele momento era comemorar a reeleição do atual governador e evitou dar maior importância à posição ocupada pelos demais candidatos.
Segundo Caiado, a vitória de Vilela representa a continuidade do projeto político que vinha sendo desenvolvido em Goiás nos últimos anos.
A declaração ocorreu durante conversa com jornalistas após a confirmação do resultado eleitoral.
Ex-governador tentou retornar ao cargo
Marconi Perillo disputou novamente o governo de Goiás com o objetivo de retornar ao Palácio das Esmeraldas.
O tucano já governou o estado por quatro mandatos e também exerceu o cargo de senador da República. Sua candidatura, porém, não conseguiu reproduzir o desempenho eleitoral alcançado em disputas anteriores.
Durante a campanha, Marconi buscou recuperar espaço no cenário político estadual e apresentou sua experiência administrativa como um dos principais argumentos para conquistar o eleitorado.
O resultado das urnas, entretanto, colocou o ex-governador atrás de três concorrentes.
Disputa foi marcada por cenário diferente
A eleição deste ano apresentou um cenário diferente daquele enfrentado por Marconi em suas disputas anteriores.
O PSDB perdeu espaço na política nacional e estadual, enquanto outras forças partidárias passaram a ocupar posições de maior destaque em Goiás.
A campanha também ocorreu em um ambiente de forte polarização entre diferentes grupos políticos e com uma estrutura eleitoral diferente da existente nos períodos em que Marconi comandou o Estado.
O quarto lugar representa um dos piores resultados eleitorais da carreira do ex-governador.
Marconi ainda não havia comentado resultado
Após a confirmação da derrota, Marconi não havia feito um pronunciamento público sobre o resultado da eleição.
A campanha chegou ao fim sem uma manifestação mais ampla do tucano sobre o desempenho nas urnas ou sobre os próximos passos de sua trajetória política.
A ausência de uma declaração imediata deixou em aberto qual será o futuro político do ex-governador após a derrota.
Novo cenário político em Goiás
A eleição consolidou Daniel Vilela como principal força política do Estado para os próximos anos.
Reeleito com ampla vantagem no primeiro turno, o governador terá pela frente um novo mandato de quatro anos e deverá manter a articulação com partidos que integraram sua base política.
Já a derrota de Marconi reforça o processo de perda de espaço do PSDB em Goiás. O partido, que durante décadas esteve entre as principais forças políticas do Estado, chega a uma nova etapa com uma presença eleitoral significativamente menor.
O resultado também fortalece a necessidade de reorganização das forças de oposição ao governo estadual, que terão de definir novas lideranças e estratégias para os próximos ciclos eleitorais.







