Daniel se reelege embalado pela força da base governista, que tem mais de 200 prefeitos, e pela aprovação do ex-governador Ronaldo Caiado

O MDB, maior partido de Goiás em número de filiados, voltou a eleger neste domingo (4) o governador: 32 anos depois de o falecido Maguito Vilela derrotar Lúcia Vânia com mais de 1 milhão de votos, o filho dele, Daniel Vilela, conseguiu o mesmo feito.

Nascido em 23 de outubro de 1983, Daniel, aos 42 anos, por pouco não é o mais jovem a se eleger governador de Goiás. Curiosamente, o recorde pertence ao político que o emedebista acaba de superar nas urnas: Marconi Perillo (PSDB), que em 1998 chegou ao cargo de chefe do poder Executivo estadual com 35 anos.

Campanha marcada por liderança de ponta a ponta

A campanha que levou Daniel Vilela (MDB) à disputa pela permanência no Palácio das Esmeraldas foi marcada por uma liderança relativamente confortável nas pesquisas e pela dificuldade dos adversários em ameaçar sua posição ao longo da corrida eleitoral.

Daniel entrou na eleição de 2026 com uma estrutura política construída ainda antes de assumir definitivamente o governo de Goiás. Eleito vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado (na época, do União Brasil) em 2022, tornou-se governador em 1º de abril deste ano, após a renúncia do então titular para disputar a Presidência da República.

A chegada ao Palácio das Esmeraldas colocou Daniel na eleição não apenas como candidato apoiado por Caiado, mas como governador em exercício e representante da continuidade do grupo que comanda o Estado desde 2019.

Ao longo da campanha, o emedebista conseguiu preservar uma vantagem expressiva sobre os principais adversários, o senador Wilder Morais (PL) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). A principal disputa entre os dois, em diferentes momentos da corrida eleitoral, acabou sendo pela segunda colocação.

Governador Daniel Vilela posa para fotos com eleitoras (Foto: Divulgação)
Governador Daniel Vilela posa para fotos com eleitoras (Foto: Divulgação)

Levantamento Goiás Pesquisas encomendado pelo Mais Goiás já mostrava Daniel na liderança em maio, quando ele aparecia com 32,6% das intenções de voto, contra 18,6% de Marconi e 12,2% de Wilder. A distância aumentou durante a campanha.

No início de setembro, Daniel chegou a 42,6%, contra 17,3% de Marconi e 13,4% de Wilder. Pela primeira vez naquele levantamento, o governador ultrapassou a marca necessária para uma vitória em primeiro turno quando considerados apenas os votos válidos: tinha 53,3%.

Na reta final, a possibilidade de definição da eleição já neste domingo ganhou força. Pesquisa Quaest divulgada na véspera da votação mostrou Daniel com 47% das intenções de voto totais, Wilder com 17% e Marconi com 15%. Considerados somente os votos válidos, o governador apareceu com 57%, contra 20% de Wilder, 18% de Marconi e 5% de Luis Cesar Bueno (PT).

Além da vantagem nas pesquisas, Daniel chegou à eleição sustentado por uma ampla base política no Estado, construída a partir da aliança entre MDB e o grupo de Ronaldo Caiado, com mais de 200 prefeitos.