Candidata ao Senado por Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil) afirmou que políticas sociais não devem ser associadas exclusivamente a partidos ou grupos políticos de esquerda. Durante entrevista à Rádio Bandeirantes Goiânia, nesta terça-feira (15), ela defendeu uma atuação política que combine desenvolvimento econômico, valorização do trabalho e ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade.
Ao comentar seu posicionamento político, Gracinha afirmou que pretende defender no Congresso pautas relacionadas à família, ao trabalho e à produção.
“Meu posicionamento de direita é defender quem trabalha e quem produz, defender a família. Esse é o meu posicionamento e jamais vou mudar”, declarou.
Segundo a candidata, a atuação social pode fazer parte de uma agenda política de direita. Ela citou políticas adotadas em Goiás nos últimos anos como exemplo da possibilidade de conciliar crescimento econômico e programas destinados à população de baixa renda.
Desenvolvimento econômico e políticas sociais
Gracinha afirmou que políticas de desenvolvimento precisam estar acompanhadas de medidas capazes de atender pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na avaliação apresentada por ela durante a entrevista, o poder público deve criar condições para que essas pessoas tenham oportunidades de melhorar a própria situação financeira, em vez de depender exclusivamente de benefícios.
“Essa história de que o social é feito pela esquerda não é verdade. Goiás mostrou isso, porque o que as pessoas querem não é favor. Elas querem oportunidade de sair da situação de vulnerabilidade em que vivem”, afirmou.
A candidata também disse que o desenvolvimento econômico não deve ocorrer de forma distante das necessidades sociais da população.
Saúde, educação e infraestrutura
Ao defender sua visão sobre a administração pública, Gracinha citou mudanças que, segundo ela, ocorreram em Goiás desde 2019 nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Ela relembrou problemas que afirma ter encontrado no início da gestão do governador Ronaldo Caiado e comparou o cenário com a estrutura disponível atualmente.
Entre os exemplos mencionados está o atendimento de pacientes que precisavam viajar para outras regiões do Estado para realizar procedimentos de saúde.
“Nada é maior do que a verdade. Antes, em Goiás, as pessoas tinham que viajar do Sul do Estado para fazer uma hemodiálise na capital. Havia hospitais sem medicamentos e atendimento e escolas com crianças sentadas debaixo de árvores ou em latas de tinta porque não existiam sequer salas de aula”, disse.
Gracinha comenta caso Banco Master
Durante a entrevista, a candidata também foi questionada sobre o caso Banco Master e defendeu que todas as pessoas citadas nas investigações sejam submetidas aos mesmos procedimentos, independentemente da posição ocupada.
Gracinha afirmou que o Brasil atravessa um momento de questionamentos institucionais e defendeu transparência nas apurações.
Ao comentar especificamente a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), ela disse que ninguém deveria estar acima da possibilidade de investigação.
“Se o Supremo não concordar que seja investigado, o Judiciário brasileiro vai descer a ladeira da desonra. Se você não teme, por que o medo de ser investigado?”, questionou.
A candidata também afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deveria prestar esclarecimentos à sociedade sobre os fatos relacionados ao caso.
“Eu quero um Brasil onde todos entendam que não existe ninguém acima da lei. Quando você se propõe a ser senador, ministro, deputado ou governador, você se propõe a cuidar das pessoas”, declarou.
Posicionamento sobre o aborto
Outro tema abordado durante a entrevista foi o aborto. Gracinha afirmou ser contrária à prática e defendeu a regulamentação das situações que já são previstas pela legislação brasileira.
Para a candidata, a falta de regulamentação de determinadas normas gera dificuldades na aplicação das leis.
“Eles criam a lei e não regulamentam. Esse é o grande problema que nós vivemos. Isso acontece não apenas na questão do aborto, mas também na reforma tributária e na renegociação das dívidas. Está tudo parado”, afirmou.
Gracinha classificou o assunto como delicado e defendeu que a discussão seja acompanhada de regulamentações específicas para os casos previstos na legislação.
A candidata disputa uma vaga no Senado nas eleições de 2026 e tem concentrado o discurso de campanha na defesa de pautas associadas à direita, combinadas com propostas voltadas ao desenvolvimento econômico e às políticas sociais.








