Investigação aponta que crime foi planejado para interromper cobranças de dívida; vítima foi atingida por sete tiros ao deixar o trabalho
Um homem de 41 anos foi preso preventivamente suspeito de mandar matar o próprio irmão por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil, no Distrito Federal. A prisão ocorreu na última quinta-feira (20), após uma investigação conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia de Taguatinga durante mais de um ano.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o suspeito acumulava dívidas com o irmão e teria decidido encomendar o assassinato para interromper as cobranças. Além do suposto mandante, outras duas pessoas são investigadas por participação no crime e continuam foragidas.
Assassinato teria sido planejado com antecedência
As investigações indicam que o homicídio foi premeditado. Além do irmão da vítima, apontado como mandante, um homem de 33 anos teria sido contratado para executar o crime. Outro jovem, de 22 anos, é suspeito de fornecer a arma utilizada no assassinato.
A sequência investigada pela polícia começou em 17 de março de 2025, quando o suposto executor teria ido até a residência do jovem de 22 anos para buscar a arma.
Depois de conseguir o armamento, o homem de 33 anos teria seguido de motocicleta até uma estação do metrô onde a vítima trabalhava. Ele permaneceu nas proximidades aguardando o encerramento do expediente do funcionário.
Vítima foi atingida por sete disparos
Já durante a madrugada de 18 de março de 2025, a vítima deixou o trabalho e caminhou em direção ao próprio veículo.
Segundo a investigação, o homem foi surpreendido pelo atirador no momento em que entrava no carro. O suspeito efetuou sete disparos de arma de fogo contra a vítima, que morreu ainda no local.
A apuração da Polícia Civil aponta que o assassinato teria sido motivado pela dívida de R$ 40 mil mantida pelo irmão. A principal linha investigativa sustenta que o suspeito decidiu encomendar a morte para se livrar das cobranças relacionadas ao débito.
Investigação durou cerca de um ano
A identificação dos envolvidos ocorreu após aproximadamente 12 meses de investigação da 12ª Delegacia de Polícia.
Durante o trabalho, os investigadores utilizaram técnicas de inteligência e análise de dados. Informações telefônicas, telemáticas e bancárias foram cruzadas para reconstruir os acontecimentos anteriores e posteriores ao homicídio.
A partir desse material, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras e contatos entre os investigados que ajudaram a esclarecer a dinâmica do assassinato e a suposta participação de cada um no planejamento e na execução do crime.
Com os elementos reunidos durante a investigação, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o homem de 41 anos, apontado como mandante. A ordem foi expedida pelo Tribunal do Júri de Taguatinga e cumprida pela PCDF na manhã de 20 de agosto.
Dois investigados continuam foragidos
Apesar da prisão do suposto mandante, os outros dois investigados ainda não foram localizados.
O homem de 33 anos, apontado como responsável pelos disparos, e o jovem de 22, suspeito de fornecer a arma utilizada no homicídio, permanecem foragidos.
Informações obtidas pela inteligência policial indicam que os dois podem ter deixado o Distrito Federal e buscado esconderijo em outros estados.
A Polícia Civil continua realizando diligências para localizar os suspeitos e pede que informações que possam contribuir com as investigações sejam repassadas às autoridades. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 197 da PCDF.
O homem apontado como mandante permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem para localizar os demais envolvidos e concluir a apuração sobre o homicídio.





