Da Redação

Dois policiais militares foram presos na manhã desta sexta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil de Goiás que investiga crimes de tortura e extorsão praticados contra duas mulheres em Goiânia. Uma das vítimas morreu após as agressões, enquanto a outra, que estava grávida, perdeu o bebê.

Segundo as investigações, os episódios de violência teriam ocorrido entre maio e junho deste ano, na capital. A motivação dos crimes ainda é apurada pela Polícia Civil.

Além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridas ordens de busca e apreensão relacionadas aos investigados. A operação contou com o apoio de equipes especializadas da Polícia Militar, incluindo o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Um dos militares estava em serviço quando foi localizado e preso.

Após o cumprimento das ordens judiciais, os dois policiais foram encaminhados à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), onde devem prestar depoimento. Posteriormente, a previsão é de que sejam levados para uma unidade prisional militar.

Uma das vítimas morreu após sofrer traumatismo craniano

De acordo com informações da Polícia Civil, a mulher que morreu apresentou traumatismo cranioencefálico. A investigação aponta que as lesões estariam relacionadas aos episódios de violência atribuídos aos policiais.

A vítima chegou a ser encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

A segunda mulher também teria sido vítima das agressões investigadas. Ela estava gestante na época dos fatos e perdeu o bebê.

As circunstâncias dos crimes, assim como a possível motivação para as agressões e a extorsão, continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.

Polícia Militar acompanha investigação

Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que a operação é coordenada pela Polícia Civil e que a Corregedoria da corporação foi comunicada previamente sobre o cumprimento das decisões judiciais.

A PM afirmou ainda que acompanha a operação e presta o apoio necessário às equipes responsáveis pela investigação. Segundo a corporação, unidades especializadas também participam da ação.

Como a investigação permanece em andamento, novas informações devem ser divulgadas posteriormente pelos órgãos responsáveis, de forma a não prejudicar os trabalhos policiais.