Da Redação
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que pretende promover alterações na Reforma Tributária caso seja eleito. A declaração foi feita durante entrevista à GloboNews, na qual o ex-governador de Goiás voltou a criticar o modelo aprovado pelo Congresso Nacional e defendeu mudanças para reduzir os impactos sobre o setor produtivo.
Segundo Caiado, a legislação ainda apresenta dispositivos que prejudicam a iniciativa privada e precisam ser reavaliados. Sem detalhar quais trechos pretende modificar, ele afirmou que fará uma revisão dos pontos que, em sua avaliação, aumentam a carga sobre empresas e produtores.
“Vou revisar todos esses pontos que hoje estão penalizando a iniciativa privada”, declarou.
Durante a entrevista, o candidato também rebateu a ideia de que a reforma foi construída com amplo consenso entre os diferentes segmentos da economia. Para ele, diversos setores continuam demonstrando insatisfação com o texto.
Caiado citou como exemplos representantes do cooperativismo, além de micro, pequenas e médias empresas, afirmando que esses grupos defendem mudanças na legislação. Segundo ele, a existência dessas críticas demonstra que a reforma ainda não atende plenamente às necessidades do setor produtivo.
“Como você diz que todos estão de acordo? Não existe. Se você for do cooperativismo, eles querem revisão. Se você for pequeno ou médio empresário, ele quer a revisão”, afirmou.
Embora não tenha apresentado propostas específicas, Caiado tem mantido um discurso crítico em relação à reforma desde o início de sua pré-campanha presidencial. Em diferentes ocasiões, ele manifestou preocupação com os efeitos das novas regras sobre segmentos como o agronegócio, o cooperativismo e empresas de pequeno e médio porte.
A Reforma Tributária está em fase de implementação e prevê a substituição gradual de tributos federais, estaduais e municipais por um sistema baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), além da criação do Imposto Seletivo. A transição ocorrerá até 2033.
Ao defender mudanças, Caiado reforça uma das principais bandeiras econômicas de sua campanha, argumentando que o sistema tributário deve estimular a atividade econômica e oferecer maior competitividade às empresas brasileiras, sem elevar os custos para quem produz e investe.








