Da Redação
A mulher assassinada após um ataque a facadas em uma propriedade rural de Cromínia, no sul de Goiás, possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro, principal suspeito do crime. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga o caso como feminicídio e homicídio qualificado.
A vítima, Lucivane Batista Tavares, de 50 anos, estava internada em estado grave no Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), em Goiânia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de terça-feira (4). O namorado dela, o locutor de rádio Célio Pereira da Silva, de 66 anos, morreu ainda no local do ataque, ocorrido no último domingo (2).
Segundo o delegado Leylton Barros, responsável pelas investigações, o ex-marido de Lucivane já havia sido preso anteriormente por descumprir a medida protetiva concedida em favor da vítima. Após deixar a prisão, ele teria descoberto o novo relacionamento da ex-companheira e passado a planejar o ataque.
As investigações apontam que o suspeito invadiu a residência onde o casal estava, na zona rural de Cromínia. Conforme a Polícia Civil, Célio foi atacado primeiro com golpes de faca. Em seguida, Lucivane também foi esfaqueada e socorrida em estado gravíssimo.
O homem fugiu logo após o crime e continuava sendo procurado pelas forças de segurança até a última atualização do caso. A identidade dele não foi divulgada oficialmente, e, por esse motivo, sua defesa não foi localizada para comentar as acusações.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado poderá responder por feminicídio consumado pela morte de Lucivane e por homicídio qualificado pela morte do locutor. A corporação também apura as circunstâncias do crime e trabalha para localizar o suspeito.
O caso reacendeu o debate sobre a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e o acompanhamento de agressores que descumprem medidas judiciais. Para a polícia, o histórico de violência e as ameaças anteriores reforçam a hipótese de que o ataque foi premeditado.








