Da Redação

O empresário José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu e ex-integrante da Seleção Brasileira de vôlei, está entre os presos na Operação Phoenix, que investiga um suposto esquema de fraude financeira envolvendo a empresa Naskar Gestão de Ativos. A ação também resultou na prisão de uma advogada em Goiás e de outros investigados apontados como integrantes da organização. O prejuízo estimado às vítimas pode chegar a R$ 1 bilhão.

As investigações são conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que apura a captação de recursos de milhares de investidores com a promessa de rendimentos mensais acima dos praticados pelo mercado. Segundo os investigadores, a empresa deixou de honrar pagamentos e resgates, levando clientes a denunciar dificuldades para recuperar os valores aplicados.

De acordo com a apuração, Maurício Jahu figura como um dos sócios ligados à estrutura da Naskar e foi preso durante o cumprimento de mandados judiciais. Além dele, outros ex-sócios e pessoas apontadas como responsáveis pela operação da empresa também foram detidos em diferentes estados.

A operação também teve desdobramentos em Goiás, onde uma advogada foi presa por suspeita de participação no esquema. Conforme a investigação, ela teria atuado em atividades relacionadas à estrutura financeira da empresa, embora a apuração ainda esteja em andamento para definir o grau de envolvimento de cada investigado.

A Polícia Civil afirma que a Naskar operou por cerca de 13 anos captando investimentos por meio de contratos de mútuo e oferecendo rentabilidade em torno de 2% ao mês. As suspeitas ganharam força após a interrupção dos pagamentos aos clientes e a retirada do aplicativo da empresa do ar, o que levou milhares de investidores a registrarem boletins de ocorrência e ingressarem com ações judiciais.

As autoridades também investigam a movimentação do patrimônio dos envolvidos e o destino dos recursos captados. Em uma etapa anterior da operação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores ligados aos investigados para tentar garantir eventual ressarcimento às vítimas.

As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil não descarta novas prisões ou o indiciamento de outras pessoas que possam ter participado do suposto esquema financeiro. Os investigados terão direito à ampla defesa durante o andamento do processo.