SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A autora Manuela Dias explicou por que decidiu manter Odete Roitman (Débora Bloch) viva no remake de “Vale Tudo”. Segundo ela, a escolha tem relação direta com a mensagem que queria transmitir ao público.

Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, do Grupo Metrópole, Manuela afirmou que o ponto de virada da novela aconteceu quando decidiu revelar que Leonardo Roitman, o filho favorito da vilã, estava vivo. Segundo a autora, a mudança representou a “grande decolada” da trama em termos de Ibope.

Ela também disse que pesquisas de audiência e grupos de discussão realizados ao longo da exibição mostraram que as diferenças em relação à versão original eram justamente o que mais despertava o interesse dos telespectadores.

“Ficou evidente que, apesar daquela resistência natural e bem-vinda, quando aumentava o Ibope? Quando eu mudava”, afirmou.

O destino de Odete foi uma das alterações que mais repercutiram. Manuela contou que descartou o desfecho da obra original porque acreditava que fazia mais sentido manter a vilã viva.

“Por que não matei a Odete? Porque a elite não morre. Às vezes, infelizmente. A elite e o poder instituído mudam para continuar igual. É como o capitalismo. Então, para mim, fez todo sentido que a Odete ficasse viva”, comentou.

A roteirista afirmou ainda que sempre interpretou as críticas dos telespectadores como demonstrações de preocupação e envolvimento com a novela, e não como rejeição à história. “Reclamar quer dizer se importar”, concluiu.

Nas redes sociais, porém, muitos noveleiros não receberam bem as declarações da autora. Um usuário do X (antigo Twitter) escreveu que as falas recentes de Manuela eram prova de que “a audácia não tem limites”. Outro foi ainda mais direto e afirmou que, na opinião dele, “a pior entrevista da Manuela Dias é sempre a próxima”.