SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Rússia encontrou os corpos de cinco alpinistas estrangeiros no monte Elbrus, após um grupo de sete pessoas se perder da rota em meio à piora do tempo.
Autoridades russas informaram que cinco integrantes do grupo morreram e dois sobreviveram. A busca começou após a recuperação inicial de dois corpos e a procura por outros três, segundo autoridades locais e a imprensa estatal.
Investigadores apontam que a expedição subia a montanha em 24 de julho e se desorientou no dia seguinte. “De acordo com os investigadores, em 24 de julho um grupo de sete alpinistas cidadãos estrangeiros estava escalando o monte Elbrus. Na noite seguinte, devido à rápida deterioração das condições climáticas, o grupo saiu da rota”, afirmou o escritório do promotor local, em comunicado citado pelo jornal britânico The Guardian.
Um dos alpinistas desceu para pedir ajuda e relatou mortes em grande altitude. Ele disse às autoridades que dois membros do grupo passaram mal a 5.100 metros e morreram, conforme o comunicado.
Equipes de resgate localizaram mais um sobrevivente e os demais corpos. “Posteriormente, os socorristas encontraram outro alpinista sobrevivente e os corpos de outros três alpinistas que haviam morrido”, disse o escritório do promotor local.
As vítimas são tratadas como estrangeiras e foram descritas por autoridades como possivelmente bósnias. O ministro das Relações Exteriores da Bósnia e Herzegovina, Elmedin Konakovic, confirmou as informações e classificou o caso como “uma grande tragédia”, segundo o jornal britânico.
Monte Elbrus é a montanha mais alta da Rússia e chega a 5.642 metros de altitude. Ele fica ao norte da fronteira com a Geórgia e é conhecido por mudanças súbitas no clima e nas condições de escalada, de acordo com o The Guardian.
Ventos fortes e mau tempo dificultaram as operações de busca e retirada dos corpos. A imprensa russa relatou que as condições adversas complicaram o trabalho das equipes de resgate.
Mídia bósnia informou que o grupo era da cidade de Zenica, no centro do país. As reportagens dizem que a expedição incluía um casal e uma médica que trabalhava no hospital local.



