SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O impedimento semiautomático estreou no Campeonato Brasileiro neste final de semana, na 20ª rodada, e já foi fundamental para o resultado de três partidas entre sábado e domingo.

A primeira participação do impedimento semiautomático foi no jogo entre Santos x Chapecoense, no sábado, para validar o primeiro gol da equipe catarinense. Na jogada, Giovanni Augusto recebeu na linha de fundo e achou Marcinho dentro da área -de início, o bandeirinha anotou impedimento do camisa 10, mas a tecnologia entrou em ação para validar o tento. A Chapecoense ainda virou o jogo, mas o Santos buscou o empate por 2 a 2.

No domingo, o impedimento semiautomático anulou um gol pela primeira vez. Na partida entre Bahia x Corinthians, Alejo Véliz anotou o tento que empataria a partida em 1 a 1, mas estava milimetricamente em posição irregular. O atacante argentino ainda teve mais um gol anulado -dessa vez sem a interferência da tecnologia-, mas David Duarte garantiu o empate para o time baiano.

Mais tarde, o Flamengo viu o gol que garantiria o triunfo contra o São Paulo ser anulado já nos acréscimos. Wallace Yan recebeu na linha de fundo e cruzou -após desvio, a bola chegou em Samuel Lino, que emendou para fazer 2 a 1. Mas Wallace Yan estava em posição irregular, que foi anotada pelo impedimento semiautomático, e o tento foi anulado.

QUEDA E APROVAÇÃO, MAS ARBITRAGEM SEGUE NA PAUTA

Ainda que não tenha participado ativamente, o impedimento semiautomático chamou atenção na partida entre Vasco x Mirassol. No decorrer do primeiro tempo, a arbitragem avisou às comissões técnicas e capitães dos times que não havia comunicação com o VAR. Antes do intervalo, no entanto, a tecnologia voltou. O impedimento semiautomático, portanto, não operou durante 100% do tempo.

Em contrapartida, o impedimento semiautomático recebeu elogios de Fernando Diniz: “Vejo com bons olhos. O impedimento semiautomático tira a pressão da arbitragem, os frames… Resolve de maneira rápida como foi hoje. Não gostava como era antes aqui no Brasil, se perdia muito tempo, tinha muita discussão e às vezes tinha erro”.

Ainda assim, a nova tecnologia não livrou a arbitragem de críticas. Rogério Ceni afirmou que Ramon Abatti Abel “estragou o jogo” entre Bahia x Corinthians ao citar um dos gols anulados de Alejo Véliz -o que não teve participação do impedimento semiautomático, e o árbitro marcou falta de Gómez em Angileri.

“Ele [Ramon Abatti] deixou oito minutos de jogo parado no começo do primeiro tempo por cera de um rival que vinha sendo pressionado, não conseguia quase sair jogando, só chutão pra frente. No lance que ele dá jogo perigoso, não foi falta. Eu acho que o gol foi legal. O jogador do Corinthians abaixa a cabeça, não é tocado em nenhum momento. Ele estragou o jogo, condicionou o Corinthians a gastar o tempo que podia no primeiro tempo para passar o ímpeto que o Bahia tinha”, disse Ceni.