SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A trama e os personagens de “Quem Ama Cuida” (Globo) caíram no gosto popular, a novela vem repercutindo nas redes, nas mesas de bar e na audiência, mas um nome em especial parece ser unanimidade: Meg, a cachorrinha que, digamos, interpreta Maria Antonieta, pet da pérfida vilã Pilar (Isabel Teixeira).
A maltês apareceu na trama na primeira semana de julho, logo depois da passagem de tempo que marcou a transformação de Pilar na trama. Com a herança deixada por Arthur (Antonio Fagundes), a vilã deixou os cabelos mais longos, passou por um banho de loja e passou a andar com a carismática cachorrinha “de madame” para cima e para baixo dentro de casa.
Dócil, Meg tem um estilo “patricinha”, e olhos e focinho bem claros. Sua tutora, Mariana Brandão, contou ao F5 que a vaidade não é um elemento da personagem. É que Meg é albina –e o albinismo, condição genética que interfere na produção de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, do pelo e dos olhos– exige que a cachorra use roupas, às vezes óculos escuros, e deixe os pelos longos para se proteger do sol e da iluminação excessiva.
“Ela sempre ganhou muitas roupas, sempre gostou. É da personalidade dela”, contou Mariana. “Ela ama uma roupinha, um acessório, um laço, e não tira. Pelo contrário, ela reclama para tirar”, brinca.
Este é o primeiro trabalho de atuação de Meg, que é modelo e costuma participar de desfiles. Ela foi descoberta por uma agência via Instagram após ser indicada por uma parceira que produz roupas personalizadas para ela. Antes da novela, seu perfil tinha em torno de 2,5 mil seguidores. Hoje, esse número ultrapassa os 11 mil.
As produtoras Marília Ramos e Márcia Seabra, que trabalham na Patinhas Produções Artísticas, são responsáveis por Meg e a acompanham nas gravações e apresentações.
Marília contou que o processo de escolha de um animal para uma produção exige muito cuidado. É preciso achar o bichinho certo, que não apenas se encaixe no personagem, mas também esteja disposto a estar presente. É muito importante que o animal esteja sempre à vontade e goste de participar das gravações –o que, definitivamente, não é um problema para a Meg.
Márcia brinca que a cachorrinha parece até criada com inteligência artificial, “porque ela é muito quietinha e boazinha”. Marília usa os mesmos adjetivos para classificá-la, e ressalta também quão carinhosa ela é.
Além da personalidade, o estilo “exótico” de Meg foi o que chamou a atenção na hora de selecionar a pet perfeita para interpretar Maria Antonieta.
O albinismo e o guarda-roupa cheio de peças personalizadas, combinados com o jeito meigo da cachorra, conquistaram os corações de Amora Mautner, diretora da novela, e da atriz Isabel Teixeira.
“Quando a Amora viu a Meg, já a achou linda, ficou apaixonada. Levou para a Isabel, que comentou: ‘nossa, ela parece comigo’. E realmente, 90% dos comentários são sobre como elas se parecem. Eu acho que é por causa dos olhos”, diz Mariana.
O carinho foi mútuo. Meg se sente à vontade no set, vai com todo mundo, não se estressa e vive balançando o rabinho e exibindo sorriso para seus companheiros de elenco, como Isabel, Tata Werneck e Tony Ramos. Mariana brinca que foi o destino que colocou Meg na novela.
Além de ela amar o espaço, a cachorrinha até divide o sobrenome “Brandão” com sua “mãe” fictícia.
Fazendo jus à fama de patricinha, a maltês tem seu próprio camarim, mas prefere ficar passeando (muitas vezes com o crachá da Globo pendurado no pescoço) pelos corredores do estúdio e fazendo amizade com o resto do elenco e da produção.
“Ela gosta de ficar andando entre os corredores, falando com todo mundo. As pessoas a olham e comentam: ‘Que fofa! Você está arrasando! Você é uma atriz perfeita! Confesso que é mágico perceber que eles são atenciosos, que ficam encantados com ela, querem abraçar, beijar, pegar no colo”, comentou a tutora, toda orgulhosa.
Com seus 8 anos de idade, Meg surgiu na vida de Mariana em um momento difícil. Ela estava lidando com o luto da morte do pai e de um pet. Contou que, depois da perda, prometeu que nunca mais pegaria outro cachorro, mas a fala logo caiu por terra quando seu marido apareceu com a cachorrinha.
“Tive uma depressão e meu esposo chegou de surpresa com a Meg. Não teve como não se apaixonar. Ela era pequenininha, cabia na palma da mão, aqueles olhos enormes, azulzinhos, e o pelinho todo arrepiado. Era a coisa mais linda do mundo. Me apaixonei, não teve como”. O Brasil também.



