Da Redação
Os índices de roubo em Goiás registraram queda de 29,3% entre 2024 e 2025, enquanto os casos de estelionato eletrônico seguiram em trajetória de alta. Os dados fazem parte do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), que reúne informações sobre a criminalidade em todo o país.
De acordo com o levantamento, Goiás contabilizou 9.353 roubos em 2024. No ano seguinte, o número caiu para 6.614 ocorrências, consolidando uma redução significativa da modalidade criminosa. A taxa passou de 126 para 89,1 casos por 100 mil habitantes, mantendo o estado entre os que apresentam os menores índices desse tipo de crime no Brasil.
Apesar da diminuição dos roubos, o cenário é diferente quando se trata dos crimes de estelionato. Em 2025, Goiás registrou 79.850 ocorrências, contra 79.105 no ano anterior. A taxa chegou a 1.075,6 casos por 100 mil habitantes, superando a média nacional, que foi de 1.059,4 registros por 100 mil habitantes.
O crescimento mais expressivo ocorreu nos estelionatos eletrônicos, modalidade que engloba fraudes praticadas por aplicativos de mensagens, redes sociais, ligações telefônicas, sites falsos e outras plataformas digitais. Os registros passaram de 4.733 em 2024 para 5.691 em 2025, um aumento de 19,1% em apenas um ano.
Especialistas apontam que a expansão dos golpes virtuais acompanha a digitalização dos serviços financeiros e das relações comerciais, tornando esse tipo de crime cada vez mais frequente. Ao mesmo tempo em que há redução dos crimes patrimoniais praticados com violência, como os roubos, as organizações criminosas têm migrado para fraudes eletrônicas, que apresentam menor risco de confronto e maior alcance sobre as vítimas.
O anuário também mostra que Goiás integra o grupo de estados brasileiros com mais de mil registros de estelionato para cada 100 mil habitantes, índice concentrado principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Os números reforçam uma mudança no perfil da criminalidade no estado. Enquanto as ações de segurança pública seguem reduzindo os crimes violentos contra o patrimônio, os golpes digitais continuam avançando e exigem investimentos em inteligência policial, investigação especializada e conscientização da população sobre práticas de prevenção a fraudes eletrônicas.






